- Em Islamabad, Paquistão, as negociações entre Irã e Estados Unidos encerraram-se na véspera por mudanças de metas e bloqueios do governo Trump.
- O chanceler iraniano, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que houve “zero lições aprendidas” e que o objetivo era encerrar a guerra com boa-fé.
- O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, disse que houve divergência de opiniões em duas ou três questões importantes.
- O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou as negociações antes do término; o ex-presidente Donald Trump comentou o resultado posteriormente.
- Os EUA anunciaram bloqueio de navios no estreito de Ormuz a partir das 11h de segunda-feira, medida válida para embarcações que entram ou saem de portos iranianos.
O chanceler do Irã, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que as negociações com os Estados Unidos em Islamabad, no Paquistão, terminaram de forma abrupta por discordâncias de metas e bloqueios do governo americano. As delegações se reuniram no sábado, 11 de abril, e o desfecho ocorreu no dia seguinte.
Araghchi disse, em postagem no X, que houve zero lições aprendidas, apesar da intenção de negociar com boa-fé para encerrar a guerra. O ministro ressaltou que o Irã encontrou maximalismo, mudança de metas e resistência por parte do governo dos EUA. O porta-voz iraniano Esmaeil Baghaei confirmou divergências sobre questões relevantes.
Desdobramentos e posição dos EUA
A reunião não avançou na construção de confiança, segundo a descrição oficial do Irã. JD Vance, vice-presidente dos EUA, deixou as tratativas antes do encerramento. Em resposta, o ex-presidente Donald Trump comentou o resultado, minimizando o impacto das negociações.
O governo norte-americano informou que planeja bloquear navios no estreito de Ormuz a partir das 11h de segunda-feira, 13 de abril. A medida abrangerá embarcações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras do Irã, conforme comunicado militar dos EUA.
Entre na conversa da comunidade