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Ameaças e guerras de Trump impactam o sistema de combate da FAB

FAB mantém o Link BR2 e não adota o Link 16; acordo G2G com a Índia pode ampliar autonomia bélica e interoperabilidade

Como as ameaças e as guerras de Trump favorecem o sistema de combate da Força Aérea Brasileira
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  • Em dois mil e vinte e dois, a FAB recebeu a proposta dos EUA de adotar o data link Link 16, mas decidiu manter o Link BR2 em desenvolvimento.
  • O Link BR2 foi integrado ao F‑5M e permite interligar dados de aeronaves como o A‑29, E‑99, Gripen e centros de comando em terra, visando interoperabilidade entre forças.
  • A Suécia, com o Gripen, utilizava um sistema próprio que não conversava com o Link 16, o que influenciou a decisão brasileira de seguir com o BR2.
  • O Link BR2 é resultado de anos de desenvolvimento e foi originado do projeto COPAC; a licitação de quarenta e dois mil e doze terminou com a Rafael e a Mectron, hoje parte da AEL Sistemas.
  • A AEL Sistemas assinou, com a Alada, um memorando para estabelecer cooperação comercial e tecnológica visando exportar o BR2, com foco na Índia como mercado potencial, integrando ainda projetos como Lessonia e o Modo 4 Nacional para ampliar autonomia da FAB.

O comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, recebeu em 2022 uma proposta dos EUA para adotar o sistema de data link Link 16. A oferta ocorreu durante comemorações do 75º aniversário da USAF, em território norte-americano, e foi apresentada pelo general Charles Q. Brown Jr., então chefe do Estado-Maior da USAF. A FAB avaliou a oportunidade, buscando ampliar a interoperabilidade com aliados.

O Link 16 seria um instrumento de guerra centrada em rede, conectando sensores, comandantes e tripulações. O objetivo é permitir ações sincronizadas por meio de uma consciência situacional compartilhada, aumentando rapidez de decisão e eficácia no combate. O Brasil já utiliza o Link BR2, desenvolvido pela FAB, para interligar seus próprios ativos.

Em 2022, a avaliação inicial considerou não apenas a OTAN, mas também outros parceiros que utilizam o Link 16. A Suécia, por exemplo, já havia experimentado limitações entre sistemas, o que influenciou decisões sobre criptografia e compatibilidade entre redes. A FAB pesou riscos de dependência tecnológica frente aos sistemas estrangeiros.

A decisão final da FAB manteve o Link BR2 em uso, com foco em manter autonomia tecnológica. A pasta afirmou que o BR2 poderia interligar equipamentos de defesa de diferentes comandos, incluindo forças navais e aéreas, em operações conjuntas. A escolha foi anunciada após consultas ao Alto Comando da FAB.

A implantação do Link BR2 envolve integração com variados sistemas brasileiros, incluindo o SisGAAz, para monitoramento das águas brasileiras. A Marinha já usa o que foi chamado de Yankee Bravo, um link naval, e o Sivam, sistema de vigilância da Amazônia, além do E/R-99 para interface com o Sivam.

O histórico do projeto remonta a um processo iniciado na década de 2010, com a concorrência do Link BR2 vencida por empresas nacionais. Em administrações anteriores, houve mudanças de controle de contratos, resultando em parcerias com a AEL Sistemas para componentes do sistema.

A FAB relatou que testes finais do sistema 2, realizados em 2025 na região amazônica, incluíram caças F-5 e operações com a Base Aérea de Canoas, o CASNAV e o Navio-Aeródromo Atlântico. Os testes indicaram que o BR2 pode integrar sistemas de comando entre forças armadas com segurança de comunicação.

Além do uso interno, há planos para exportação de tecnologias nacionais. Na semana anterior ao anúncio, a AEL Sistemas assinou um memorando de entendimento com a Alada, ligada à FAB, para estabelecer bases de cooperação comercial e tecnológica entre as instituições, abrindo caminho para negociações com outros países.

Entre os potenciais compradores, a Índia aparece como alvo principal, dada a frota de cerca de 5 mil aeronaves que demandaria um sistema de comando e controle robusto. A iniciativa faz parte de um conjunto de projetos, como o Lessonia e o Modo 4 Nacional, que visam ampliar a autonomia tecnológica da FAB.

A FAB afirma que o Link BR2, aliado a projetos nacionais, busca reduzir a dependência de sistemas estrangeiros. A defesa brasileira ressalta a importância de manter capacidades de comando e controle próprias, especialmente em cenários de amplo alcance geográfico.

Oficialmente, não houve conclusão sobre substituição direta pelo Link 16. A FAB mantém oBR2 como núcleo de interoperabilidade com sistemas brasileiros, com potencial de cooperação institucional sob formato G2G para futuras negociações com parceiros internacionais.

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