- O bloqueio naval dos EUA contra portos iranianos no Estreito de Ormuz foi lançado para pressionar o Irã a ceder de frente às demandas americanas e manter a passagem aberta.
- O bloqueio teve início às 11h, no horário de Brasília, nesta segunda-feira, 13, após as negociações em Islamabad terminarem sem avanços.
- O Comando Central dos Estados Unidos informou que o bloqueio é contra embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos iranianos, abrangendo o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, com exceção de navios que não sejam iranianos.
- O Irã pretende travar o mercado global de petróleo e manter o estremo sob pressão, contando com maior preço do barril e resistência internacional, enquanto afirma que a segurança na região é para todos.
- O sucesso da estratégia americana depende da reação de clientes como China, Índia, Paquistão e Turquia, que podem influenciar Teerã a reabrir o estreito, conforme analistas ouvidos pelo veículo.
O bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos no Estreito de Ormuz começou às 11h no horário de Brasília desta segunda-feira, 13. A medida visa pressionar o Irã a ceder em negociações sobre o regime nuclear e manter a passagem aberta, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM). O anúncio ocorreu após as tratativas em Islamabad não apresentarem avanços.
Segundo autoridades americanas, o bloqueio vale para embarcações de todas as nações que entrarem ou saírem de portos e áreas costeiras iranianas, abrangendo o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã. O CENTCOM indicou flexibilizações para navios que trafeguem entre portos não iranianos, ajustando o tom de ameaça inicial.
A estratégia dos EUA foca na pressão econômica para que Teerã reduza o controle sobre o estreito. O objetivo é obrigar o Irã a abandonar o regulamento atual do tráfego e entregar urânio enriquecido, de modo a dificultar o fluxo de combustível para clientes do Irã.
O Estreito de Ormuz movimenta cerca de 20 milhões de barris de petróleo por dia, posição estratégica que deixa o trânsito vulnerável a qualquer escalada. A Agência Internacional de Energia já registrou interrupções significativas no fornecimento desde o início do conflito na região.
> Estratégia iraniana
O Irã pretende manter o aperto ao mercado global de petróleo, mantendo altos preços e dificultando a saída de petróleo de seus parceiros. Bombardeios e ações contra aliados regionais vêm sendo usados para pressionar a região, segundo avaliações consultadas pela reportagem.
O governo iraniano prometeu retaliação, incluindo ataques contra forças norte-americanas e coordenação de bloqueios adicionais. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que a segurança na região é responsabilidade de todos os países, sob risco de instabilidades.
Reação internacional e preços
As oscilações no mercado de petróleo ocorreram mesmo com o nível de tráfego já baixo no estreito. O preço do Brent subiu, refletindo a incerteza sobre a continuidade do abastecimento e os impactos de uma possível escalada.
Especialistas apontam que o resultado do bloqueio depende da reação de grandes clientes do Irã, como China, Índia, Paquistão e Turquia. Pequim pode buscar vantagens econômicas mesmo diante do conflito, enquanto outras nações avaliam seus interesses estratégicos.
O chanceler chinês, Wang Yi, afirmou que a prioridade deve ser manter o cessar-fogo entre Irã e EUA e evitar uma retomada do conflito no Oriente Médio. A situação permanece em desenvolvimento, com impactos potenciais sobre energia e segurança regional. Fonte: Estadão, NYT e AP.
Entre na conversa da comunidade