- Hipopótamos trazidos por Pablo Escobar à Colômbia enfrentam mutação genética por endogamia, com malformação na boca.
- Hoje há cerca de duzentos indivíduos na região, e a estimativa é chegar a quinhentos até 2030 sem medidas de controle.
- A realocação para outros países fracassou devido às malformações observadas nos animais.
- No segundo semestre de 2026 deve começar o abate de cerca de oitenta hipopótamos, com custo aproximado de US$ 14 mil por indivíduo.
- Esterilizações, com custo estimado de US$ 10 mil cada, apresentam riscos aos veterinários e podem levar à morte por reação à anestesia.
Colômbia enfrenta um problema cada vez mais grave com os hipopótamos trazidos por Pablo Escobar. A espécie apresenta malformações, incluindo problemas na boca, que dificultam a realocação para outros países. A endogamia aumenta a pobreza genética dos animais, conforme autoridades ambientais.
Nativos da África subsaariana, os hipopótamos chegaram à Colômbia na década de 1980 para um zoológico particular em Hacienda Nápoles, Doradal. Após a morte de Escobar, em 1993, os animais foram soltos e se multiplicaram sem predadores naturais.
Mutação genética e impactos
A ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez Torres, informou que a mutação genética tem levado países a recusarem a aceitação dos hipopótamos. A situação é agravada pela baixa variedade genética do pequeno rebanho.
Medidas de manejo e custos
O governo anunciou medidas caras para controlar a população. Estão previstas esterilizações, com custo estimado em cerca de US$ 10 mil por animal, e o abate de parte dos indivíduos. Em 2026, está programado o abate de aproximadamente 80 hipopótamos, a um custo estimado de US$ 14 mil por animal.
Desdobramentos e prazos
O plano de manejo depende de etapas técnicas e de aprovação institucional. O processo de esterilização envolve riscos aos veterinários e pode levar à morte de alguns animais devido a reações à anestesia. A projeção é de que a população alcance até 500 animais até 2030 sem intervenções adicionais.
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