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Papa Leão não teme Trump após críticas do presidente dos EUA

Papa Leão diz não temer Trump e seguirá denunciando os horrores da guerra, em resposta ao ataque direto do presidente dos EUA

Os católicos nas redes sociais criticaram Trump por atacar o líder da Igreja Católica de 1,4 bilhão de seguidores, que eles acreditam ser o sucessor de São Pedro, um dos 12 apóstolos de Jesus.
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  • O presidente dos EUA, Donald Trump, classificou o papa Leão 14 como “terrível” em publicação no Truth Social.
  • O papa respondeu que não tem “nenhum medo” do governo Trump e continuará a denunciar os horrores da guerra.
  • A troca ocorreu depois que o pontífice criticou a guerra entre EUA e Israel contra o Irã e as políticas de imigração do governo americano.
  • Leão 14 afirmou que vai manter a voz em defesa da paz, promovendo diálogo e soluçõesJustas entre os países.
  • Católicos nas redes sociais defenderam o papa, enquanto especialistas destacaram que é incomum um papa responder a um líder estrangeiro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o papa Leão 14 é fraco em relação ao crime e terrível na política externa, em uma publicação na rede Truth Social na noite de domingo. Trump também criticou a resposta do pontífice à guerra entre EUA, Israel e Irã.

O papa Leão respondeu na segunda-feira, por meio de uma declaração dada à Reuters, que não teme o governo de Washington e manterá a voz ativa contra o conflito. Ele afirmou que continua a denunciar horrores da guerra e defender a paz.

Segundo o pontífice, a mensagem cristã está sendo distorcida e ele pretende promover o diálogo entre Estados para buscar soluções justas. Leão faz esta afirmação a bordo de um voo papal para Argel, onde inicia uma turnê de 10 dias por quatro países africanos.

O Vaticano não comentou diretamente as palavras de Trump, mas as críticas repercutiram entre católicos nas redes sociais, que apoiam o líder da Igreja Católica, líder de 1,4 bilhão de fiéis. Analistas destacam a raridade de uma resposta pública entre chefe de Estado e líder religioso.

Especialistas ouvidos pela Reuters veem o episódio como sinal de tensão entre Igreja Católica e governo americano, num momento em que o papa intensifica críticas a guerras e políticas de imigração. A visita africana de Leão é apresentada como oportunidade de dialogar sobre paz e cooperação multilateral.

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