- O governo britânico propôs regras para residência permanente de imigrantes de Hong Kong, incluindo aumento da proficiência em inglês e exigência de renda anual superior a £12.570, o que pode impactar famílias que já estão há cinco anos no país.
- A mudança afetaria quem chegou pelo plano BN(O) e pode impedir a permanência de alguns Hongkongers, apesar de o governo ter garantido que quem segue pelo BN(O) não terá mudanças nos requisitos de inglês.
- O anúncio gerou apreensão entre imigrantes e líderes religiosos em Manchester e outras cidades, com mensagens de medo de que as novas exigências atrapalhem planos de residência definitiva.
- Multidões de Hong Kongers têm feito petições e se reunido com parlamentares para pedir exceções ou ajustes, citando dificuldades para alcançar inglês avançado e renda necessária em empregos de menor qualificação.
- Em meio à incerteza, líderes religiosos destacam que muitos veem a situação como desafio de fé e oportunidade de fortalecimento comunitário, enquanto alguns já consideram retornar a Hong Kong caso as novas regras entrem em vigor.
A notícia sobre a mudança nas regras de residência permanente no Reino Unido afeta, principalmente, hongkoneses que já residem no país. O governo britânico propôs requisitos mais rígidos, incluindo nível de inglês superior e uma renda mínima anual, para quem pleiteia a residência permanente.
Connie Law, assistente de ministério em Manchester, afirma que muitos fiéis da comunidade enfrentam dificuldades para alcançar as novas condições. Entre elas, o inglês considerado superior ao nível universitário e uma renda anual acima de £12.570 por três a cinco anos.
A agência britânica já havia informado que quem está na rota BN(O) não seria atingido pelas mudanças de inglês, mas outras categorias poderiam sofrer alterações, com foco também em padrões linguísticos mais rigorosos a partir de março de 2027.
A situação é acompanhada de perto por imigrantes em Nottinghamshire e por líderes de igrejas chinesas no Reino Unido, que descrevem o momento como de incerteza e apreensão quanto ao futuro das famílias. A preocupação central envolve a viabilidade de permanência após o eventual endurecimento das regras.
Alguns imigrantes relatam que o aumento do nível de inglês pode tornar inviável a continuidade da vida no Reino Unido para cônjuges dependentes. Em certos casos, a mudança poderia exigir reordenação de moradia, emprego e escolaridade das crianças.
Pesquisas de organizações de direitos humanos sugerem que a nova exigência de renda pode excluir parte significativa da população, incluindo cuidadores, estudantes e aposentados. Estudos apontam que apenas parte dos BN(O) conseguiria cumprir o patamar financeiro proposto.
Entre os imigrantes, houve mobilização para buscar esclarecimentos. Vídeos informativos surgiram em redes sociais e parlamentares receberam pedidos de isenção de mudanças. Em dezembro, um grupo de cerca de 500 pessoas assinou comunicação a um parlamentar local em Nottinghamshire.
Alguns casos individuais ilustram o dilema: famílias que poderiam se separar para manter as crianças no Reino Unido ou retornar a Hong Kong caso as novas regras entrem em vigor. A mãe, com inglês abaixo do exigido, poderia retornar com as crianças, enquanto o pai ficaria no país.
Em Nottinghamshire, o relato de famílias reflete também sobre planos de retorno caso haja implementação rápida das novas exigências. Em meio à incerteza, a comunidade tem encontrado apoio em redes de fé e busca manter a resiliência diante das mudanças.
A comunidade de hongkoneses no Reino Unido tem destacado que a fé e a rede de apoio, segundo relatos, ajudam a enfrentar as dificuldades. Líderes religiosos descrevem a situação como um teste de perseverança e confiança em condições adversas.
Paralelamente, observa-se que a política imigratória britânica tem implicações políticas mais amplas, com o governo avaliando ajustes contínuos no conjunto de regras para a imigração. O desdobramento depende de decisões administrativas futuras e de respostas a questionamentos da comunidade afetada.
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