- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou bloqueio naval aos portos do Irã no estreito de Ormuz.
- A medida atinge cerca de vinte portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, e entrou em vigor pouco antes das onze horas (horário de Brasília).
- Dois petroleiros ligados ao Irã cruzaram o estreito de Ormuz antes da implementação do bloqueio.
- Trump fez calificações contra a suposta chantagem e ameaçou afundar navios que desrespeitarem a ordem; o Irã prometeu resposta e disse que ações seriam violação do cessar-fogo.
- À tarde, um navio sancionado pelos EUA, parcialmente carregado de petróleo, passou pela rota conforme dados de satélite, mas a informação não foi confirmada.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 13, o bloqueio naval aos portos do Irã no estreito de Ormuz. A medida afeta quase 20 portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã, com instruções para impedir a passagem de embarcações. A justificativa é impedir o que Washington classifica como chantagem e extorsão.
O bloqueio entrou em vigor pouco antes das 11h (horário de Brasília). Dois petroleiros ligados ao Irã cruzaram o estreito de Ormuz ao mesmo tempo, em meio à redução do fluxo de tráfego na rota que conecta ao redor de um quinto do petróleo mundial. A imprensa americana aponta que o Irã cobrava pedágios por passagem.
Trump afirmou que o Irã busca retomar negociações e, sob a medida, sinalizou a ideia de afundar navios que desrespeitarem o bloqueio. As forças armadas iranianas declararam que qualquer ação será considerada violação do cessar-fogo. A passagem de um navio sancionado pelos EUA, carregado parcialmente de petróleo, foi observada por satélite, mas a informação não foi confirmada oficialmente.
Reação e desdobramentos
- O Irã afirmou que responderá às ações dos EUA conforme necessário, mantendo posição de defesa de seus interesses.
- Observadores destacados destacam que o estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o petróleo mundial, o que aumenta a tensão na região.
- Autoridades internacionais pediram contenção e o envio de mensagens para evitar incidentes que possam escalar o conflito.
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