- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou publicamente o papa Leão XIV, dizendo que ele é “péssimo” em política externa e discordando de sua posição sobre segurança e armamento nuclear; as observações foram feitas no Truth Social e a jornalistas, no dia 12.
- Trump afirmou preferir a visão de Louis Prevost, irmão do pontífice, dizendo que ele está mais alinhado às políticas do seu governo e que não quer um papa que apoie Irã com arma nuclear.
- O ex-presidente questionou a escolha de Leão XIV para o papado, sugerindo que o líder teria sido eleito por sua nacionalidade norte-americana e dizendo que, se não estivesse na Casa Branca, o papa não estaria no Vaticano.
- Trump solicitou que o papa se reconstrua como líder espiritual, pare de ceder a “esquerda radical” e foque em ser um grande papa, não um político, argumentando que isso prejudica a Igreja Católica.
- A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos, por meio do arcebispo Paul Coakley, divulgou nota defendendo o pontífice, destacando que o papa atua com base no Evangelho e no cuidado aos fiéis.
Donald Trump atacou publicamente o papa Leão XIV neste domingo, 12, em relação à atuação do Vaticano em temas de política externa. As críticas ocorreram após o pontífice se posicionar contra a morte de civis em conflitos no Oriente Médio. Trump divulgou as observações na Truth Social e reforçou o reparo durante entrevista a jornalistas.
O presidente afirmou que considera o papa inadequado em questões de segurança e armamento nuclear, preferindo a visão do irmão do pontífice, Louis Prevost, segundo ele mais alinhada às políticas de seu governo. Ele também sugeriu que a eleição de Leão XIV estaria relacionada à sua nacionalidade norte‑americana.
Apoiou a ideia de que o papa deveria manter o foco religioso e não atuar como figura política, afirmando que a atuação do líder religioso tem prejudicado a Igreja Católica. Em resposta, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA disse estar consternada com as declarações e ressaltou a missão espiritual do papa.
Reação de líderes locais também ganhou destaque. O arcebispo de Oklahoma City, Paul Coakley, destacou que Leão XIV não é adversário de Trump, mas líder espiritual que atua com base no Evangelho para proteger fiéis, sobretudo os mais vulneráveis.
O Vaticano tem intensificado, recentemente, críticas a conflitos armados. Em redes sociais, o papado reiterou a posição de que Deus não abençoa guerras e que a atuação militar não promove liberdade nem paz duradoura, defendendo diálogo entre povos.
Entre na conversa da comunidade