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Brasil e EUA podem pressionar para classificar PCC e CV como terroristas

Acordo entre a Receita Federal e autoridades dos EUA amplia troca de informações sobre tráfico internacional, podendo influenciar o tratamento global ao PCC e ao Comando Vermelho

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Foto: Creative Commons
  • Governo federal anunciou acordo de cooperação entre a Receita Federal e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos para enfrentar o tráfico internacional de armas e drogas.
  • A medida foi divulgada na sexta-feira, dia 10, pelo Ministério da Fazenda.
  • A parceria visa ampliar a produção e o compartilhamento de informações sobre a atuação internacional de facções brasileiras.
  • O acordo chega em meio a discussões nos Estados Unidos sobre a possível classificação do PCC e do CV como grupos terroristas.
  • Especialistas ouvidos pelo R7 apontam que o acordo pode influenciar esse debate ao fortalecer a cooperação entre os dois países.

A troca de informações entre Brasil e Estados Unidos no combate ao crime organizado ganhou um novo marco na sexta-feira (10).

O governo federal anunciou, por meio do Ministério da Fazenda, um acordo de cooperação mútua entre a Receita Federal do Brasil e a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP). O objetivo é enfrentar o tráfico internacional de armas e drogas.

A parceria prevê o compartilhamento de dados e estratégias operacionais entre as autoridades de ambos os países.

Segundo fontes oficiais, o acordo busca ampliar a capacidade de identificação, monitoramento e interceptação de redes criminosas que atuam em nível transnacional, especialmente no que se refere a armas e narcóticos.

O anúncio ocorreu em meio a debates nos Estados Unidos sobre a possível classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como grupos terroristas.

Especialistas ouvidos pelo portal destacam que o acordo pode influenciar esses debates ao ampliar o fluxo de informações sobre a atuação internacional dessas facções.

Para analistas, o acordo pode facilitar ações conjuntas de inteligência e operações transfronteiriças. Ainda não há detalhes sobre cronogramas de cooperação ou modalidades de compartilhamento, mas as autoridades indicam que a iniciativa busca reduzir a eficácia de redes criminosas que operam entre Brasil e EUA.

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