- Kabul, capital do Afeganistão, enfrenta grave crise de água em um vale alto da cordilheira Hindu Kush.
- Especialistas apontam que mudança climática, crescimento populacional e má gestão de recursos contribuíram para o problema.
- Moradores, especialmente nas áreas mais pobres, precisam comprar água potável e coletar água salgada de torneiras comunitárias.
- O governo talibã afirma ter implementado medidas, mas dois grandes projetos considerados centrais continuam atrasados.
Kabul, capital do Afeganistão, enfrenta uma crise de água em ritmo acelerado. A cidade, situada em um vale de alta altitude nas montanhas Hindu Kush, quase ficou sem água potável. Especialistas atribuem o agravamento às mudanças climáticas, ao crescimento populacional e à gestão de recursos.
Pessoas em áreas pobres da cidade enfrentam dificuldades para obter água potável. Muitos precisam comprar água de abastecimentos e coletar água salobra de torneiras comunitárias para levar às casas. A situação afeta principalmente comunidades mais vulneráveis.
A crise ganhou destaque em meio a extensas áreas da população que dependem de recursos públicos insuficientes para suprir a demanda diária.
Medidas do governo e atrasos em grandes projetos
O governo talibã afirma ter implementado medidas para enfrentar a escassez, incluindo melhorias de distribuição e fiscalização de fontes. Contudo, dois grandes projetos, considerados decisivos para a solução de longo prazo, estão atrasados.
Autoridades citadas pela imprensa afirmam que os atrasos dificultam a ampliação de suprimento de água e o tratamento de fontes locais. Organizações comunitárias relatam dificuldades contínuas para manter o abastecimento básico.
O relatório indica que a combinação de fatores climáticos e de gestão contribui para a pressão sobre aquedutos e reservatórios. Autoridades locais ressaltam que a resolução exige coordenação entre setores públicos, internacionais e comunitários.
Segundo a Associated Press, a situação em Kabul permanece crítica, com impactos diretos na qualidade de vida de milhares de moradores. O material foi veiculado por Elena Becatoros, repórter da agência.
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