- A Justiça argentina retoma nesta terça-feira, 14, o julgamento pela morte de Diego Armando Maradona, ocorrida em 2020 aos 60 anos.
- A equipe médica que cuidava do ex-jogador é acusada de homicídio simples com dolo eventual; sete dos oito profissionais deverão enfrentar os juízes.
- O processo havia sido anulado em maio de 2025 após o afastamento da juíza Julieta Makintach, que participou de gravação de documentário não autorizado.
- Os acusados são: Leopoldo Luque, Agustina Cosachov, Carlos Díaz, Nancy Forlini, Mariano Perroni, Ricardo Almirón e Pedro Di Spagna.
- Ao todo, 92 pessoas devem depor, incluindo filhas e familiares de Maradona.
A Justiça da Argentina retoma nesta terça-feira, 14 de abril, o julgamento sobre a morte de Diego Armando Maradona, falecido em 2020 aos 60 anos. A ação reabre a análise de possível negligência e homicídio simples com dolo eventual envolvendo a equipe médica que cuidava do ídolo do futebol.
O processo havia sido anulado em maio de 2025 após o afastamento da juíza Julieta Makintach, associada à gravação de um documentário não autorizado sobre o caso. Agora, depoimentos e provas já apresentados deverão ser reavaliados pelo Tribunal Oral en lo Criminal Nº 7 de San Isidro.
Sete profissionais da equipe médica original enfrentarão novamente os magistrados Alberto Gaig, Alberto Ortolani e Pablo Rolón. Entre eles estão o médico Leopoldo Luque, a psiquiatra Agustina Cosachov e o psicólogo Carlos Díaz, além de outros dois profissionais da assistência médica e dois responsáveis pela instituição contratada.
A acusação aponta homicídio simples com dolo eventual, com pena prevista de 8 a 25 anos. A defesa sustenta a inocência dos sete integrantes, negando qualquer dolo ou falha grave no cuidado médico. A enfermeira Dahiana Madrid será submetida a júri, conforme decisão ainda sem data.
Ao todo, 92 pessoas serão ouvidas pela Justiça, incluindo as filhas de Maradona e membros do seu entorno. A morte ocorreu em novembro de 2020, em casa, por insuficiência cardíaca durante recuperação de cirurgia para retirada de coágulo no cérebro.
Contexto processual
- A retomada ocorre após nova reorganização do andamento do julgamento.
- O foco está na conduta da equipe médica durante o período de atendimento do astro, entre 2020 e o falecimento.
- A defesa argumenta que não houve eventualidade de homicídio no tratamento.
A PTA de Maradona envolve investigação sobre condutas de assistência médica em residência, com impactos legais para profissionais e instituições. A data não foi definida para o próximo interrogatório definitivo.
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