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Milhares reúnem-se na Polônia para a Marcha da Vida em memória do Holocausto

Milhares participam da Marcha da Vida em Auschwitz; 50 sobreviventes, alguns vindos de Israel, enfrentam restrições de voo, enquanto cresce o antisemitismo

People take part in the annual "March of the Living" to commemorate the Holocaust in Oświęcim, 14 April, 2026
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  • Milhares participaram do Marcha da Vida, em Auschwitz-Birkenau, na Polônia, para lembrar as vítimas do Holocausto.
  • Dos 50 sobreviventes que participaram, alguns viajaram de Israel, enfrentando dificuldades logísticas causadas por restrições de espaço aéreo relacionadas à guerra contra o Irã.
  • Revital Yakin Krakovsky, da organização Internacional Marcha da Vida, disse que o antissemitismo está vivo hoje e que sua escalada lembra tempos sombrios.
  • A marcha começou em Auschwitz e terminou a cerca de três quilômetros, em Birkenau, locais históricos de deportação e assassinato.
  • Entre os convidados estavam sobreviventes de ataques antissemitas recentes, incluindo o tiroteio de Bondi Beach, em Sydney, em dezembro.
  • Em Israel, sirenes tocaram por dois minutos às 10h, em lembrança dos seis milhões de judeus mortos no Holocausto, em uma cerimônia que ocorre separadamente do Dia Internacional de Recordação do Holocausto.

Milhares de pessoas participaram, na terça-feira, da Marcha da Vida no local do antigo campo de Auschwitz, na Polônia, em memória das 6 milhões de vítimas judias do Holocausto. O evento ocorreu no Dia de Lembrança do Holocausto no calendário judaico, com início em Auschwitz e término três quilômetros depois em Birkenau.

Entre os participantes estavam 50 sobreviventes, alguns vindos de Israel, segundo os organizadores, mesmo com dificuldades logísticas causadas por restrições de espaço aéreo associadas ao conflito com o Irã. A marcha busca manter vivas as lições do Holocausto e enfrentar o ressurgimento do antissemitismo, conforme ressaltou Revital Yakin Krakovsky, executiva da organização Internacional March of the Living.

A agenda também incluiu relatos de sobreviventes de ataques antissemitas recentes, como o tiroteio de dezembro que deixou 15 mortos durante uma celebração de Hanukká em Bondi Beach, em Sydney. Hannah Abesidon, filha de Tibor Weitzen, que morreu no ataque, lembrou a violência contra judeus e afirmou que o ódio não se encerra com a violência contra uma comunidade.

A trilha da marcha começou em Auschwitz e seguiu até Birkenau, onde muitos judeus foram transportados e assassinados em câmaras de gás durante a Segunda Guerra Mundial. A marcha é realizada há 38 anos e costuma reunir sobreviventes, estudantes judeus, líderes e políticos.

Tributos em Israel

Israel teve um abalo sonoro de sirenes na manhã de terça-feira, marcando dois minutos de silêncio em memória das vítimas do Holocausto. O ato interrompeu o tráfego e suspendeu a vida cotidiana como gesto simbólico de lembrança. A cerimônia ocorre anualmente, no abril ou maio do calendário hebraico, diferente do Dia Internacional de Lembra do Holocausto, em 27 de janeiro.

Este ano, a lembrança chega em meio a um cessar-fogo frágil de duas semanas com o Irã, após uma ofensiva conjunta dos EUA e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei.

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