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Brasil, Canadá, Reino Unido e Japão pedem fim urgente das hostilidades no Líbano

Brasil, Canadá, Reino Unido e Japão pedem fim imediato das hostilidades no Líbano, após ataques que deixaram mais de 2.000 mortos e 1,2 milhão deslocados

Veículos da Unifil em estrada de Qlayaa, sul do Líbano
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  • Brasil, Canadá, Reino Unido, Japão e mais seis países condenaram a morte de soldados da paz da ONU no Líbano e pediram o fim imediato das hostilidades.
  • A declaração conjunta ocorreu após a morte de três soldados de paz indonésios; a ONU informou que um foi morto por projétil de tanque israelense e dois por explosivo improvisado, provavelmente colocado pelo Hezbollah.
  • Israel intensificou ataques aéreos no Líbano, enquanto o Hezbollah lançou mísseis contra Israel desde 2 de março, levando a uma expansão da invasão terrestre no sul do país.
  • Autoridades libanesas dizem que mais de 2.000 pessoas morreram e 1,2 milhão foram deslocadas desde março.
  • Os países manifestaram preocupação com a crise humanitária e com os riscos para o pessoal humanitário no sul do Líbano, citando o cessar-fogo entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Brasil, Canadá, Reino Unido, Japão e mais seis países condenaram nesta terça-feira a morte de soldados da paz da ONU no Líbano e pediram o fim imediato das hostilidades no país.

As potências também expressaram preocupação com a escalada humanitária e o êxodo de civis. Segundo autoridades libanesas, mais de 2.000 pessoas morreram e cerca de 1,2 milhão foram forçadas a deixar suas casas desde o início da ofensiva.

O ataque à missão de paz ocorreu após a escalada entre Israel e o Hezbollah, com o grupo apoiado pelo Irã mirando áreas ao norte de Israel. Autoridades israelenses reportaram baixas entre militares desde 2 de março, além de danos em cidades próximas à fronteira.

Os países que assinam a declaração destacam o risco aumentado para a assistência humanitária no sul do Líbano, sem mencionar diretamente Israel, o Irã ou o Hezbollah. A nota enfatiza a urgência de interromper as hostilidades para evitar mais perdas civis.

Determinantes do quadro regional incluem o endurecimento das ações israelenses após o ataque do Hezbollah em 2 de março, que deu início a uma resposta militar de grande escala. A ofensiva terrestre em áreas do sul libanês provocou uma ampla fuga de moradores.

A ONU descreveu a morte de três soldados de paz indonésios no mês passado como marco da deterioração. Conforme apurado, um dos óbitos ocorreu por disparo de tanque israelense e os demais por explosivo improvisado, possivelmente colocado pelo Hezbollah.

#### Cessar-fogo e contexto

Os signatários mencionam um cessar-fogo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com vigência temporária. Contudo, o Irã pede que qualquer acordo inclua a guerra no Líbano, o que Israel não admite, mantendo a exigência de desarmamento do Hezbollah.

Autoridades internacionais ressaltam a necessidade de proteção aos trabalhadores humanitários e de evitar novas escaladas que agravem o deslocamento de civis no Líbano e regiões vizinhas. O cenário permanece volátil, com riscos de novas retaliações na fronteira norte de Israel.

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