- EUA e Irã avaliam novas reuniões presenciais antes do fim do cessar-fogo de quinze dias, previsto para a próxima semana, após a primeira rodada sem acordos no Paquistão.
- As divergências centrais envolvem o programa nuclear iraniano e o controle do estreito de Ormuz, com impasses ainda sem consenso entre as partes.
- Entre os itens considerados inegociáveis pelos norte-americanos estão a remoção de urânio enriquecido do Irã e mecanismos de verificação para evitar desenvolvimento de armas nucleares.
- Outros obstáculos discutidos passam pelo desbloqueio de ativos iranianos, velocidade e extensão do alívio de sanções, além de restrições ao programa de mísseis e ao apoio a grupos armados.
- Sobre Ormuz, o Irã afirma que só um acordo amplo garantiria plena liberdade de navegação; os EUA defendem a reabertura imediata da passagem. Trump afirmou, na Fox Business, ter pedido a Xi Jinping que não fornecesse armas ao Irã.
Estados Unidos e Irã avaliam novas reuniões presenciais para aprofundar as negociações sobre um cessar-fogo de 15 dias. O objetivo é fechar acordos antes do fim do prazo, previsto para a próxima semana. A primeira rodada durou cerca de 21 horas, no Paquistão, mediador do processo.
As divergências centrais envolvem o programa nuclear iraniano e o controle do estreito de Ormuz, rota crítica para o petróleo. Ainda não houve entendimento sobre desfechos nessas questões, mesmo com o Paquistão atuando como facilitador.
O presidente americano, Donald Trump, indicou, em entrevista, que a guerra contra o Irã está muito perto do fim e que o regime iraniano busca um acordo. Ele ressaltou que, entre as pautas, duas são inegociáveis para os EUA.
Para a Casa Branca, dois pontos não devem ser flexibilizados: a remoção de urânio enriquecido do território iraniano e mecanismos robustos de verificação para impedir reconstituição nuclear. Há, ainda, impasses sobre ativos congelados e o ritmo do alívio de sanções.
Entre os temas críticos, também constam restrições ao programa de mísseis balísticos e o apoio iraniano a grupos armados no exterior. Os EUA exigem a desativação de instalações de enriquecimento, enquanto Teerã propõe diluição do material em conjunto com garantias de segurança após o cessar-fogo.
Sobre o estreito de Ormuz, os iranianos defendem acordo mais amplo para assegurar livre navegação, enquanto os EUA pedem a reabertura imediata da passagem, essencial para quase 20% do petróleo global.
Trump também disse ter pedido a Xi Jinping que não forneça armas ao Irã. Segundo o ex-presidente, o Xi negou qualquer apoio militar ao Irã, em resposta a acusações de ajuda ao conflito.
Sabe-se que as negociações continuam e avalia-se a possibilidade de novas reuniões presenciais antes da conclusão do cessar-fogo. A conferência inicial, realizada no Paquistão, não gerou avanços até o momento.
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