- O Iraque realizou eleições parlamentares em 11 de novembro para uma legislatura de 329 cadeiras e perdeu o primeiro prazo constitucional para nomear um presidente, dentro de 30 dias.
- Em 11 de abril, Nizar Amidi foi eleito presidente e tem 15 dias para incumbir formalmente o candidato do maior bloco parlamentar a formar um novo governo, incluindo a escolha do primeiro-ministro.
- A disputa pelo novo premier não é apenas interna: o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã dificulta a obtenção de consenso entre os parlamentares.
- O Irã quer um primeiro-ministro alinhado aos seus interesses; os Estados Unidos buscam um candidato que confronte milícias apoiadas pelo Irã e as desmantele.
- Mesmo com a eleição do premier, analistas apontam que há forte pressão para desarmar milícias apoiadas pelo Irã, e o Irã pode sinalizar preferências por meio de redes políticas e facções no Iraque.
O Iraque enfrenta o desafio de formar um governo dentro do prazo constitucional, em meio a um cenário de tensão regional. O impasse ocorre enquanto EUA, Israel e Irã sobem o tom nos desdobramentos políticos, afetando Bagdá.
Nizar Amidi foi eleito presidente do Iraque em 11 de abril. A partir dessa data, ele tem 15 dias para incumbir formalmente o candidato do maior bloco parlamentar. O objetivo é indicar o próximo primeiro-ministro.
O pleito, que define o ocupante do posto mais poderoso, não é apenas interno. Analistas apontam que o conflito entre EUA e Irã complica as negociações entre parlamentares, dificultando um consenso sobre o candidato.
Contexto político e influência estrangeira
O Irã é visto como influente por grupos ligado ao governo e às milícias no Iraque, incluindo movimentos aliados ao Dawa e às FMP. A atuação iraniana é apontada como fator decisivo para a escolha do premiê.
Os Estados Unidos já teriam sinalizado pressões para evitar a ascensão de potenciais candidatos alinhados ao Irã. O governo americano também condiciona apoio ao Iraque a mudanças no comportamento das milícias.
Analistas destacam que, mesmo com a definição do premiê, pode haver resistência externa. A perspectiva é de que as maiorias precisam aceitar a posição iraniana de modo indireto para viabilizar o governo.
O quadro, portanto, segue dependente de alinhamentos entre o maior bloco parlamentar e as influências externas. Enquanto isso, o tempo para concluir a formação do Executivo continua curto.
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