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Irã desafia Trump com trolling online usando IA e cultura dos anos 80

Iraq? Wait. The line: "Iran usa vídeos gerados por IA para trollar Trump, com cover francês dos anos oitenta, atingindo mais de oito milhões de visualizações e evidenciando guerra de conteúdo online"

Content warfare and AI 80s French hits: Is Iran out-trolling Trump?
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  • Irã tem usado vídeos gerados por IA para trollar o presidente Donald Trump após ataques militares entre EUA e Israel em 28 de fevereiro.
  • O exemplo mais recente é um vídeo com cover de um hit francês dos anos oitenta, com mais de 8,6 milhões de visualizações.
  • O conteúdo é produzido pela Explosive Media, grupo que cria animações em LEGO e publicadas na página X, levando referência cultural ocidental a um público amplo.
  • Outros vídeos satíricos mostram Trump em papéis como papa, Jedi, Homem-Aranha e até Jesus; governos e contas oficiais também compartilharam conteúdos semelhantes.
  • A cantora Desiree (Desireless) reagiu ao uso da música no video, afirmando que não autorizou e que não pagou royalties; a guerra de “slopaganda” continua.

content warfare, AI slop and 80s French hits: Is Iran out-trolling Donald Trump?

Iran tem usado vídeos gerados por IA para alfinetar Donald Trump, em resposta às ações militares de 28 de fevereiro. As peças circulam nas redes, com estilo de humor satírico e referências à cultura pop, buscando driblar a estratégia de comunicação do ex-presidente. O objetivo é manter atenção às últimas situações de conflito.

Usuários identificam a ofensiva como parte de uma nova forma de guerra de conteúdos, com imagens e audiovisuais que imitavam filmes, jogos e música. Entre as peças mais recentes está uma produção da embaixada iraniana na África do Sul, divulgada pela X, antes dedicada a um grupo de animadores.

A tática envolve memes, slogans curtos e cenas removidas de contexto, combinadas a batidas de rap e referências a figuras públicas. Especialistas descrevem o esforço como uma prática de memética, buscando reduzir a vantagem de Trump no campo da comunicação digital.

Quem está envolvido

O grupo Explosive Media, com uma página na X, é citado como desenvolvedor das peças virais que zombam de Trump. A página se apresenta como uma equipe de animação em estilo Lego, com foco rápido e de alcance amplo. Também aparecem contas oficiais que repercutem as peças, ampliando o alcance.

A produção iraniana usa conteúdo cultural ocidental para ampliar o impacto, segundo analistas. Em alguns casos, governos compartilharam vídeos gerados por IA, respondendo a conteúdos vistos como propaganda de guerra. A estratégia é parte de um diálogo tenso entre as partes envolvidas no conflito.

Quando e onde ocorreu

O vídeo mais recente foi lançado pela embaixada iraniana na África do Sul e circula nas redes sociais. A obra utiliza a música Voyage, voyage, de Desireless, com a letra adaptada para narrar o bloqueio do estreito de Hormuz. A peça já acumula milhões de visualizações.

A associação entre Iran, plataformas digitais e a retórica de Trump demonstra que a guerra de informação migrou para formatos de IA e memes. As peças são lançadas rapidamente e alcançam grandes audiências em poucas horas, ampliando o debate público.

Por que isso ocorre

Analistas apontam que a tática busca explorar a economia de atenção, desviar o foco de ações reais e manter pressão mediática sobre o destinatário. A abordagem se apoia em referências culturais familiares ao público ocidental, aumentando a probabilidade de compartilhamento.

Desse modo, a estratégia combina sátira com ícones populares, criando uma resposta simbólica às ações do governo americano. As peças não indicam um fim imediato do ciclo de tensão, mas demonstram novas formas de resposta em ambientes digitais.

Reação e desdobramentos

Despreocupada com royalties, a cantora Desireless criticou o uso indevido de sua música, afirmando não ter consentimento para o uso em propaganda. A resposta pública reforça a necessidade de acordos autorais em conteúdos gerados por IA. A reação da artista é um tema recorrente nesses casos.

Enquanto isso, as plataformas avaliam conteúdos gerados por IA com ferramentas de moderação, buscando reduzir impactos de desinformação e propaganda inadequada. O episódio evidencia a dificuldade de regular esse tipo de produção em tempo real.

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