- O Papa Leão XIV pediu, em discurso na presença do presidente Paul Biya, que Camarões erredeite a corrupção e resista aos caprichos dos ricos e poderosos.
- O apelo ocorreu durante a visita papal, com Biya no poder desde 1982, e o Pontífice também pediu o fim do conflito anglófono que já tirou milhares de vidas.
- Biya ouviu o discurso sem demonstrar reação; o governo nega corrupção e violações de direitos humanos e afirma que a estabilidade evita conflitos na região.
- O Papa ressaltou a proteção dos direitos humanos e afirmou que a paz autêntica surge quando todos se sentem protegidos, ouvidos e respeitados.
- Durante a campanha para 2025, a filha de Biya, Brenda, publicou e depois apagou um vídeo incentivando a eleição de outro candidato.
O papa Leão XIV pediu ao governo de Camarões, nesta quarta-feira 15, que combata a corrupção e resista aos caprichos dos ricos e poderosos. O discurso ocorreu na presença do presidente Paul Biya, que está no poder desde 1982, durante visita do pontífice ao país.
O líder da Igreja Católica também pediu o fim do conflito anglófono em Camarões, que já deixou milhares de mortos. Segundo a comitiva papal, o objetivo é promover uma paz alicerçada na justiça e na proteção dos direitos humanos.
Biya ouviu as colocações sem demonstrar reação imediata. O governo camaronês nega acusações de corrupção e violações dos direitos humanos, ressaltando que a estabilidade assegurada pelo regime evita conflitos regionais vistos em outros países da região.
Leão XIV mantém perfil discreto desde a posse, em maio do ano passado, mas tem se manifestado recentemente sobre temas relevantes, incluindo questões de segurança e direitos humanos. Em Camarões, o chefe de Estado está em campanha para a reeleição prevista para 2025, com a filha Brenda Biya envolvendo-se publicamente em debates eleitorais, depois de ter feito críticas ao governo antes de apagar a postagem.
A autoridade papal destacou que governar envolve ouvir os cidadãos, valorizar a inteligência popular e buscar soluções duradouras. Também ressaltou a importância de proteger os direitos humanos como parte da segurança, especialmente para os grupos mais vulneráveis, e enfatizou que a paz autêntica surge quando todos se sentem protegidos e respeitados.
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