- O papa Leão XIV afirmou, em documento publicado pelo Vaticano, que democracias podem virar uma “tirania da maioria”.
- Ele disse que a legitimidade da autoridade depende da sabedoria e da virtude com que o poder é exercido, não do peso econômico ou tecnológico.
- O documento não cita diretamente Donald Trump nem os Estados Unidos.
- Trump afirmou, no fim de semana, que o papa é “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa” e que ele foi “colocado lá” por sua causa.
- Na segunda-feira, o papa disse não ter medo do governo Trump e reforçou que não pretende fazer política externa, buscando apenas promover a paz.
O Papa Leão 14 afirmou na terça-feira 14 de abril de 2026 que as democracias podem evoluir para uma tirania da maioria. A observação foi feita em um documento divulgado pelo Vaticano, dias após críticas de Donald Trump, presidente dos EUA, ao pontífice.
Segundo o texto, a legitimidade da autoridade não depende de poder econômico ou tecnológico, mas da sabedoria e da virtude com que o poder é exercido. A mensagem aponta riscos de domínio de elites, caso esses critérios não sejam observados.
Trump, na semana anterior, declarou que o papa seria fraco no combate ao crime e péssimo em política externa, sugerindo que o pontífice foi colocado no cargo por motivos pessoais. A fala não foi publicada no documento do Vaticano.
Na segunda-feira, 13 de abril, o Papa afirmou não temer o governo de Trump nem o embate com suas ideias. Dissemos que não pretende conduzir política externa sob essa perspectiva e que a missão da Igreja é promover a paz, sem entrar em disputas políticas.
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