- A Rússia renovou a oferta para receber os estoques de urânio enriquecido do Irã e ajudar a convertê-lo em combustível nuclear ou para armazenamento, em formas aceitáveis ao Irã, sem prejudicar o direito ao enriquecimento pacífico.
- O ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, afirmou que a Rússia aceitaria qualquer decisão do Irã sobre o enriquecimento durante negociações de paz.
- Os estoques iranianos de urânio altamente enriquecido são um ponto central nas tratativas entre Estados Unidos e Irã, com Washington cobrando o fim do enriquecimento e a recuperação de cerca de 460 quilos.
- As negociações ocorrem em meio a propostas de suspensão temporária do enriquecimento, diante de controvérsias entre EUA e Teerã sobre pausas; o presidente dos EUA, Donald Trump, mostrou resistência a essa ideia.
- Lavrov, em visita à China e após encontro com Xi Jinping, destacou que a Rússia já auxiliou no JCPOA e está oferecendo energia a China e a outros países prejudicados pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
A Rússia renovou sua oferta para receber o urânio enriquecido do Irã, buscando “resolver a questão dos estoques” do material. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira, 15, em meio a especulações sobre novas negociações de paz entre EUA e Irã.
O Ministério das Relações Exteriores russo, via agência estatal TASS, informou que Moscou poderia ajudar a converter o urânio altamente enriquecido iraniano em combustível nuclear ou em estoque, de formas aceitáveis para o Irã, sem lhe negar o enriquecimento pacífico.
Os estoques de urânio enriquecido do Irã são um tema central nas negociações com Washington, que reivindicam o encerramento do programa e a recuperação de cerca de 460 quilos do material, avaliados como um possível precursor de armas nucleares.
O tema já apareceu em acordos anteriores, com a Rússia atuando para facilitar o manejo do urânio durante o JCPOA, o acordo nuclear de 2015. Lavrov ressaltou que aceitará qualquer decisão iraniana sobre o enriquecimento, alinhando-se à posição de Teerã.
O chanceler russo, que fez a declaração após uma visita à China, também mencionou que a Rússia oferece energia à China e a outros países, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz, segundo a TASS.
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