- O Irã, segundo o Financial Times, usou um satélite espião chinês modelo TEE-01B para monitorar bases dos Estados Unidos no Oriente Médio e orientar ataques.
- O TEE-01B, desenvolvido pela Earth Eye Co., opera a cinqüentos e quarenta e cinco quilômetros de altitude e consegue captar imagens de sensoriamento remoto com alta precisão.
- O acordo entre Irã e China teria dado ao Irã acesso a estações terrestres comerciais operadas pela Emposat, empresa sediada em Pequim responsável pelo controle e processamento de dados.
- Entre 13 e 15 de março, teriam sido capturadas imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, com ataques dos EUA confirmados no dia 14 daquele mês.
- A China negou a reportagem; a embaixada em Washington afirmou que o país se opõe a disseminação de desinformação especulativa sobre a China.
O Irã utilizou um satélite espião chinês para monitorar bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, segundo o Financial Times. O modelo utilizado seria o TEE-01B, adquirido secretamente e colocado em órbita pela China, via acordo com a Guarda Revolucionária Iraniana.
Conforme a matéria, as informações teriam permitido ao Irã apontar ataques contra alvos vistos nas imagens captadas. O período de observação incluía março, com registro de coordenadas, horários e análises de órbita, até momentos próximos aos ataques com drones e mísseis.
Detalhes sobre o satélite
O TEE-01B é desenvolvido pela Earth Eye Co, com operação em 545 quilômetros de altitude. A capacidade é de sensoriamento remoto de alta precisão, aplicável a monitoramento de terras, recursos naturais e serviços urbanos.
Segundo o FT, o Irã valia-se dessas imagens para acompanhar bases norte-americanas, inclusive com dados de tempo e localização. Entre 13 e 15 de março, teriam sido capturadas imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, indicando danos em dias seguintes.
Reação e respostas oficiais
A Embaixada da China em Washington negou a reportagem e classificou como desinformação especulativa. O Ministério das Relações Exteriores da China também negou as informações.
O acordo com a China envolve o acesso a estações terrestres comerciais operadas pela Emposat, empresa chinesa que processa dados de satélites. Em paralelo, a Guarda Revolucionária iraniana teria obtido esse suporte tecnológico conforme o relato do FT.
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