- EUA discutem uma segunda rodada de negociações com o Irã no Paquistão e mostram otimismo sobre chegar a um acordo, possivelmente em Islamabad.
- Os três pontos que atrapalharam as negociações anteriores são: o programa nuclear do Irã, o estreito de Hormuz e indenizações por danos de guerra.
- A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse que as discussões estão ocorrendo e que as perspectivas de acordo são boas.
- A chefe da Agência das Nações Unidas, António Guterres, destacou que é altamente provável a retomada das conversações, com apoio de líderes paquistaneses.
- O estreito de Hormuz continua sob bloqueio; a trégua vigente é frágil, com impactos em preços de petróleo e mercados, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou alinhamento com os EUA para conter o Irã.
O governo dos Estados Unidos confirmou que negociações para uma segunda rodada de talks com o Irã estão em curso no Paquistão e sinalizou otimismo quanto a um acordo. A assessora de imprensa Karoline Leavitt informou que as conversas devem ocorrer, provavelmente, em Islamabad.
Segundo a Casa Branca, as negociações se concentram em três pontos que emperraram o encontro anterior. Trata-se do programa nuclear iraniano, do estreito de Hormuz e da compensação por danos causados durante o conflito.
Guterres segue avaliando a possibilidade de retomada das conversas, citando uma reunião com o vice-primeiro-ministro paquistanês Ishaq Dar. Etiqueta diplomática reforça o caráter multilateral das tentativas de entendimento.
O Paquistão reforçou que sua liderança não desistiu de ajudar a conduzir o fim do conflito entre EUA e Irã. Autoridades locais ressaltam empenho em facilitar o diálogo entre as partes.
Enquanto isso, o premier israelense afirmou alinhamento com Washington para conter o Irã. Netanyahu disse que o objetivo conjunto é retirar material enriquecido de dentro do país e reabrir o estreito de Hormuz.
A variante de cessar-fogo vigente até 22 de abril permanece instável, com Washington mantendo bloqueio a portos iranianos. Teerã reagiu com novas ameaças, ampliando a tensão regional.
Os negociadores revisam, ainda, questões de compensação por danos de guerra, além de medidas para restringir o enriquecimento de urânio. A prioridade é restaurar vias de comércio e reduzir riscos.
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