- O governo da Suécia informou que, no fim do primeiro semestre de 2025, houve um ataque cibernético pró-russo tentado contra uma usina termelétrica localizada no oeste do país.
- O grupo por trás do ataque teria ligações com serviços de inteligência russos, segundo a Segurança sueca.
- não houve consequências graves porque os sistemas de segurança funcionaram e o ataque falhou.
- o objetivo era interromper o funcionamento de uma instalação que fornece aquecimento à região.
- especialistas destacam que os atacantes passaram a mirar a chamada tecnologia operacional, que controla infraestruturas físicas, elevando o risco para serviços essenciais; o governo diz que continuará publicando as ameaças e fortalecendo a resiliência cibernética.
O governo sueco informou nesta quarta-feira que impediu, em meados de 2025, um ataque cibernético pró-Rússia a uma usina termelétrica localizada no oeste do país. O objetivo era interromper o funcionamento da instalação que fornece aquecimento à região.
Segundo o ministro da Defesa Civil, Carl-Oskar Bohlin, o grupo responsável tem vínculos com serviços de inteligência russos. A operação falhou graças aos sistemas de segurança em vigor, destacou Bohlin, que reiterou que houve consequências graves não ocorreram.
A atuação foi identificada pela Polícia de Segurança Sueca, que segundo Bohlin, mostrou que o ataque buscava desestabilizar a infraestrutura física. O ministro também enfatizou que o ato evidencia ameaças cada vez mais arriscadas contra a infraestrutura nacional.
Ataques mais sofisticados e foco em OT
Bohlin explicou que hoje atacantes não se limitam a ataques DDoS contra sistemas de TI, mas miram a chamada tecnologia operacional que controla infraestruturas físicas. Atingir OT pode afetar redes elétricas e transportes, com risco real à sociedade.
O professor Pontus Johnson, do Royal Institute of Technology, afirmou que ataques a OT exigem maior expertise do invasor, que busca vulnerabilidades para comprometer os sistemas. A atuação é mais grave porque controla o mundo físico.
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