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Suécia afasta ataque cibernético pró-Rússia a usina térmica, afirma ministro

Suécia neutraliza ataque cibernético pró-Rússia a usina termelétrica em meados de 2025; objetivo era perturbar o fornecimento de aquecimento; sem consequências graves

The Gotlands Enerji plant in Visby, 28 October, 2019
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  • O governo da Suécia informou que, no fim do primeiro semestre de 2025, houve um ataque cibernético pró-russo tentado contra uma usina termelétrica localizada no oeste do país.
  • O grupo por trás do ataque teria ligações com serviços de inteligência russos, segundo a Segurança sueca.
  • não houve consequências graves porque os sistemas de segurança funcionaram e o ataque falhou.
  • o objetivo era interromper o funcionamento de uma instalação que fornece aquecimento à região.
  • especialistas destacam que os atacantes passaram a mirar a chamada tecnologia operacional, que controla infraestruturas físicas, elevando o risco para serviços essenciais; o governo diz que continuará publicando as ameaças e fortalecendo a resiliência cibernética.

O governo sueco informou nesta quarta-feira que impediu, em meados de 2025, um ataque cibernético pró-Rússia a uma usina termelétrica localizada no oeste do país. O objetivo era interromper o funcionamento da instalação que fornece aquecimento à região.

Segundo o ministro da Defesa Civil, Carl-Oskar Bohlin, o grupo responsável tem vínculos com serviços de inteligência russos. A operação falhou graças aos sistemas de segurança em vigor, destacou Bohlin, que reiterou que houve consequências graves não ocorreram.

A atuação foi identificada pela Polícia de Segurança Sueca, que segundo Bohlin, mostrou que o ataque buscava desestabilizar a infraestrutura física. O ministro também enfatizou que o ato evidencia ameaças cada vez mais arriscadas contra a infraestrutura nacional.

Ataques mais sofisticados e foco em OT

Bohlin explicou que hoje atacantes não se limitam a ataques DDoS contra sistemas de TI, mas miram a chamada tecnologia operacional que controla infraestruturas físicas. Atingir OT pode afetar redes elétricas e transportes, com risco real à sociedade.

O professor Pontus Johnson, do Royal Institute of Technology, afirmou que ataques a OT exigem maior expertise do invasor, que busca vulnerabilidades para comprometer os sistemas. A atuação é mais grave porque controla o mundo físico.

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