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Câmara dos EUA aprova projeto para proteger 350 mil haitianos de deportação

Câmara dos EUA aprova projeto para manter Haitianos sob TPS por três anos, sinal de rara dissidência bipartidária à agenda de deportação de Trump

A candlelight vigil for Haitians living in the US under temporary protected status, in Miami, Florida, on 3 February 2026.
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  • A Câmara dos EUA aprovou um projeto para manter o status de proteção temporária (TPS) para 350 mil haitianos por três anos.
  • Oplacque teve 224 votos a favor e 204 contra, com 11 republicanos aliados aos democratas.
  • O TPS permite que haitianos vivam e trabalhem nos Estados Unidos sem risco de deportação.
  • O TPS foi criado após o terremoto de 2010 em Porto Príncipe; foi cancelado pelo governo de Donald Trump, mas a medida está sendo debatida no Supremo Tribunal.
  • A pergunta sobre o Senado e o impacto no caso do TPS pode atrasar a decisão, com pressão de defensores para manter o programa.

O plenário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou, nesta quinta-feira, um projeto de lei que manterá o status de proteção temporária (TPS) para cerca de 350 mil haitianos por três anos. A medida é uma sensibilização bipartidária frente à agenda de deportação em massa defendida pelo ex-presidente Donald Trump e contou com o apoio de 11 republicanos, além de todos os democratas. A aprovação ocorreu por 224 votos a 204.

O projeto, de autoria da democrata de Nova York Lauren Gillen, visa manter haitianos no país com autorização para trabalhar, desde que sob a proteção contra deportação enquanto o TPS estiver vigente. O programa foi criado durante a administração de Barack Obama após o terremoto de 2010 em Porto Príncipe e foi estendido por governos subsequentes diante da deterioração da situação de segurança no Haiti.

Trump encerrou as proteções do TPS para haitianos no ano passado, assim como para sírios, mas as extinções foram suspensas por uma decisão judicial federal. A Suprema Corte deve decidir sobre o caso, com audiências previstas para este mês. A medida da Câmara surge após a apresentação de uma petição de acesso a debate por 218 deputados, liderada pela democrata Ayanna Pressley.

Contexto e reações

Ayanna Pressley destacou, em discurso no plenário, a importância dos profissionais haitianos que atuam no Brasil e em outros locais, ressaltando que estudantes e trabalhadores haitianos contribuíram com serviços essenciais. Ela afirmou que os portadores de TPS não são o problema e que ajudam a economia e a sociedade estadounidense.

Entre os republicanos que defenderam a objeção à proposta, alguns citam casos envolvendo haitianos em crimes para argumentar a exclusão do grupo. Já parlamentares de uma ala pró-TPS enfatizam que a retirada abrupta dos haitianos poderia comprometer serviços públicos, como o setor de saúde, que emprega muitos profissionais haitianos.

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