- Conferência em Santa Marta, na Colômbia, entre 24 e 29 de abril reunirá países dispostos a planejar a saída dos combustíveis fósseis.
- Cem por cento dos participantes da COP28 não; cerca de cinquenta nações confirmaram presença, entre elas Brasil, México, França, Noruega, Reino Unido e Angola, além da Comissão Europeia.
- O objetivo é traçar caminhos para soberania energética e a eliminação gradual de petróleo, carvão e gás, ampliando compromissos de descarbonização com base na Declaração da Colômbia em Belém.
- A presidência brasileira da COP30 deve apresentar, ao longo deste ano, um mapa do caminho global para a transição longe dos fósseis.
- Paínses como Tuvalu ressaltam a urgência da transição diante dos impactos climáticos; especialistas destacam a necessidade de ampliar coalizões e o multilateralismo.
Na próxima semana, Santa Marta, no Caribe colombiano, sediará uma reunião de países dispostos a planejar a saída gradual dos combustíveis fósseis. O encontro reúne delegações com interesse em traçar caminhos de descarbonização. A iniciativa surge após o impulso iniciado durante a COP30 em Belém.
Desde a COP28, em Dubai, havia acordo sobre a necessidade de reduzir a dependência de petróleo, carvão e gás. Contudo, a prática de avançar com propostas concretas permaneceu ausente em muitos foros internacionais. A Colômbia anunciou a realização de um encontro com apoio da Holanda.
A ideia é começar com uma coalizão de 24 países que já sinalizaram apoio, ampliando para mais 84 que desejam debater um mapa de transição. O objetivo é que governos assumam compromissos de descarbonização e definam planos nacionais de ação.
Em Santa Marta, a pauta inclui soberania energética e a busca por fontes mais limpas sem abandonar o acesso a energia. A meta é organizar a eliminação gradual das fontes fósseis, com cooperações multilaterais reforçadas.
Participantes já confirmados somam cerca de 50 países, entre eles Brasil, México, França, Noruega, Reino Unido e Angola. Também estarão presentes a Comissão Europeia e diversas organizações da sociedade civil e órgãos governamentais.
A ministra do Meio Ambiente da Colômbia, Irene Vélez Torres, destacou que o encontro, de 24 a 29 de abril, visa mapear caminhos para reduzir a dependência de petróleo, carvão e gás sem comprometer a segurança energética. O foco é construir cooperações multilaterais.
Especialistas sugerem que o encontro pode acelerar o debate global sobre descarbonização. Segundo analistas, a iniciativa busca ampliar o impacto de uma coalizão já formada e incluir mais países no processo.
A COP30, que continua com a Presidência brasileira até novembro na Turquia, participa ativamente da preparação. O embaixador André Corrêa do Lago confirmou a apresentação de um mapa global para a transição longe dos fósseis ao longo do ano.
Claudio Angelo, do Observatório do Clima, ressalta que o Brasil e a Colômbia lideram politicamente, com a China na liderança tecnológica. Ele destaca a necessidade de ampliar o apoio de países do Sul Global para maior robustez da agenda.
A agenda de Santa Marta ainda não definiu mapas nacionais consolidados por todos os participantes. O Brasil, por exemplo, tem até dezembro para apresentar um projeto com ministérios integrados, conforme solicitações do governo federal.
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