- A defesa de Carla Zambelli informou que vai recorrer da decisão da Justiça italiana que autorizou a extradição da ex-deputada ao Brasil pela segunda vez.
- O recurso será protocolado em quinze dias na Corte Superior da Itália, mas não há prazo definido para a leitura, o que pode levar meses.
- Nesta quinta-feira, a Justiça italiana acolheu novo pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro, desta vez por porte ilegal de arma.
- Em dois mil e vinte e dois, o Supremo Tribunal Federal condenou Zambelli por perseguir um homem pelas ruas de São Paulo com uma arma em punho, sendo a segunda sentença definitiva contra ela na corte.
- Ela está presa desde julho do ano passado em uma das maiores unidades prisionais da Itália, destinada a mulheres em regimes de média e alta segurança, com capacidade para cerca de duzentas e sessenta internas.
A defesa de Carla Zambelli informou que vai recorrer da decisão da Justiça italiana que autorizou, pela segunda vez, a extradição da ex-deputada ao Brasil. A medida foi aprovada nesta quinta-feira, 16 de abril, após um novo pedido feito pelo governo brasileiro.
O recurso será protocolado em 15 dias na Corte Superior italiana, o órgão competente para julgar o caso, embora não haja prazo definido para a análise, o que pode levar meses. A defesa sustenta que há argumentos jurídicos a serem apresentados.
Contexto do processo
Nesta finalidade, o foco é o porte ilegal de arma, apontado pela acusação no novo pedido de extradição. A decisão italiana soma-se à condenação anterior da Suprema Corte brasileira, que havia considerado Zambelli responsável por perseguir um homem com uma arma em 2022, em São Paulo.
A condenação pelo STF, registrada em 2023, representa a segunda sentença definitiva contra a ex-parlamentar no tribunal brasileiro. A defesa enfatiza que, no episódio de 2022, Zambelli atuou para se defender diante de cinco agressores, não exercendo funções parlamentares naquele momento.
Zambelli permanece presa desde julho do ano passado em uma das maiores unidades prisionais femininas da Itália, destinada a regimes de média e alta segurança, com capacidade projetada para 260 internas. A instituição mantém a transferência de detentos conforme o andamento do processo.
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