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Embaixador do Brasil no Irã relata explosões, tremor e mortes no conflito

Embaixador do Brasil no Irã descreve explosões, mortes e danos a escolas, destacando o impacto humano da guerra e a apreensão local

O embaixador do Brasil no Irã, André Veras Guimarães
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  • O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, relata explosões, tremores de paredes e mortes durante as primeiras semanas da guerra entre EUA, Israel e Irã, assistindo a ataques pela janela de casa.
  • Segundo estimativas do governo iraniano, a guerra já causou mais de 3.500 mortes, com cada óbito envolvendo aumento de feridos e destruição de estruturas.
  • O ataque à escola primária Shajareh Tayyebeh, em Minab, deixou 175 mortos no primeiro dia, maioria meninas; o episódio é citado para ilustrar danos a alvos civis.
  • Relatórios apontam danos a dezenas de escolas e unidades de saúde desde o início do conflito: o The New York Times mencionou danos a 22 escolas e 17 instituições de saúde, com a verificação feita por imagens de satélite e vídeos.
  • Um cessar-fogo de duas semanas foi anunciado em 7 de abril, condicionado à abertura do estreito de Hormuz; a população permanece apreensiva sobre a possibilidade de retomada dos bombardeios.

O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, descreveu as primeiras semanas da guerra entre EUA/Israel e Irã como marcadas por bombardeios diários, queda de prédios e mortes, com impactos sentidos pela população local. Em entrevista à BBC News Brasil, ele relatou ouvir explosões e sentir tremores de paredes ao acordar.

Segundo o diplomata, a narrativa de “dano colateral” não traduz a realidade do conflito. Ele destacou que cada morte envolve várias famílias e que danos a escolas, hospitais e instituições civis se acumulam, segundo relatos oficiais iranianos. A estimativa de vítimas civis supera milhares, com registros ainda incompletos.

Veras descreveu episódios em que prédios residenciais e instituições públicas foram atingidos, incluindo casos onde danos colaterais se estendem a estruturas próximas de alvos considerados estratégicos pelo governo iraniano. Ele mencionou que ataques diários persistiram até perto de 7 de abril, quando foi anunciado um cessar-fogo temporário.

O embaixador ressaltou a percepção de apreensão entre os iranianos, mesmo com uma trégua parcial. Segundo ele, a população teme a retomada das hostilidades após negociações em Islamabad não alcançarem resultados definitivos. Em Teerã, a sensação é de incerteza quanto ao retorno dos ataques.

Entre as informações disponíveis, há relatos de danos a escolas e unidades de saúde desde o início do conflito. Observatórios indicam que parte dessas estruturas sofreu impactos diretos, impactando comunidades em várias regiões do Irã. A organização humanitária local descreveu o alcance dos estragos até a primeira quinzena de abril.

Veras chegou a Teerã sete dias antes do início da Guerra dos 12 Dias, e, desde então, tem acompanhado a situação de brasileiros no Irã. Estima-se que, de um total de cerca de 180 brasileiros no país ao longo do período, parte tenha deixado o território por vias terrestres, diante da instabilidade regional.

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