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EUA flexibilizam demandas no acordo com o Irã, afirma professor

EUA flexibilizam demandas com o Irã; propostas atuais lembram acordo de Obama, com enriquecimento limitado por vinte anos, contra três a cinco anos

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  • O pesquisador Vitélio Brustolin, de Harvard e da UFF, disse ao WW que os EUA estão mais flexíveis nas negociações com o Irã sobre o programa nuclear.
  • Ele afirmou que o presidente Donald Trump parece mais conciliador, apresentando termos semelhantes aos do acordo firmado durante o governo Obama.
  • As propostas atuais dos EUA sugerem que o Irã deixe de enriquecer urânio por vinte anos, enquanto o Irã pediu não enriquecer por três a cinco anos.
  • Brustolin questionou a estratégia de abandonar o acordo anterior, que previa fiscalização da Agência Internacional de Energia Atômica, e destacou que o Irã teria hoje cerca de 440 quilos de urânio enriquecido, indicando aproximação entre as posições.

O pesquisador de Harvard e professor da UFF, Vitélio Brustolin, afirmou ao WW que os Estados Unidos têm adotado uma postura mais flexível nas negociações com o Irã sobre o programa nuclear. A leitura é de que Washington busca uma linha mais conciliadora na condução das tratativas.

Brustolin explicou que o governo Trump, em seu primeiro mandato, rompeu o acordo assinado em 2015 durante a gestão Obama, criticando o pacto por não limitar o programa de mísseis iranianos nem impedir o financiamento a grupos como Hezbollah, Hamas, Houthis e Jihad Islâmica.

As propostas atuais, segundo o pesquisador, se assemelham a etapas do acordo anterior, incluindo limites ao enriquecimento de urânio. Ele aponta que o Irã propõe não enriquecer por 3 a 5 anos, enquanto os EUA sugerem um prazo maior, de até 20 anos para o fim do enriquecimento.

Brustolin questionou a estratégia de abandonar o acordo, que previa fiscalização da AIEA. Ele lembrou que, antes da saída dos EUA, o Irã não possuía estoque de urânio enriquecido a 60%, e hoje estaria com cerca de 440 quilos desse material. Concluiu que parece haver um movimento de concessões por parte de Washington.

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