- Flávio Bolsonaro descartou convidar Eduardo Bolsonaro para chefiar o Ministério das Relações Exteriores, caso vença as eleições; aliados garantem que o Itamaraty não está em cogitação.
- Em almoço em Brasília, seis dirigentes da indústria criticaram a política externa do governo Lula e rejeitaram a ideia de Eduardo à frente do Itamaraty.
- Como alternativa, comenta-se a possibilidade de Eduardo atuar nos Estados Unidos em um posto menos estratégico, mantendo contatos para eventual governo Flávio.
- Também não é visto como viável o retorno de Filipe Martins ao Palácio do Planalto; caso haja vitória, a tendência é favorecer Martins com uma anistia ampla e irrestrita, segundo aliados.
- Martins foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão por golpes e violência contra o Estado Democrático de Direito; apesar disso, é lembrado por ter ligações com Eduardo e Carlos Bolsonaro, mas teria menor influência sobre Flávio.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) descartou a ideia de convidar o ex-deputado Eduardo Bolsonaro para assumir o Ministério das Relações Exteriores, caso seja eleito presidente. A informação chega por meio de aliados próximos, que reconhecem desconforto entre empresários com essa eventual nomeação.
Em almoço recente em Brasília, seis dirigentes da indústria criticaram a política externa do governo Lula e criticaram o assessor Celso Amorim. Um participante levantou, porém, a hipótese de Eduardo comandar o Itamaraty, provocando reação negativa entre os presentes.
Os empresários associaram Eduardo a temas como tarifas de Trump, aproximação com líderes da direita anti-globalização e agenda de costumes, que não encontram respaldo no meio empresarial. A CNN confirmou o cenário a partir de relatos de interlocutores de Flávio.
Reservadamente, um aliado de Flávio afirmou que o objetivo é valorizar a atuação do irmão na área internacional, mas sem indicar Eduardo para o Itamaraty. A ideia seria posicionalo em posto menos estratégico nos EUA, mantendo contatos para um eventual governo.
Entre as possibilidades mencionadas, destaca-se a chance de Eduardo assumir a embaixada brasileira junto à OEA, com sede em Washington, segundo relatos de empresários ouvidos pela imprensa. A opção manteria o foco em relações exteriores sem protagonismo direto.
Alguns interlocutores lembram que o nome de Eduardo ficou fortemente vinculado ao governo de Donald Trump, o que geraria desgaste entre setores da direita. Associações anteriores ajudam a explicar a resistência interna.
Quanto a Filipe Martins, ex-assessor internacional de Bolsonaro, há expectativa de que não retorne ao Planalto, segundo aliados de Flávio. Martins foi condenado pelo STF a 21 anos de prisão por crimes relacionados ao golpe.
Os mesmos interlocutores indicam que, mesmo diante de eventual vitória de Flávio, Martins dificilmente retornaria a posição de influência na gestão pública. Martins é próximo de Eduardo e Carlos Bolsonaro, mas teria menos influência sobre Flávio.
Entre na conversa da comunidade