- O Irã e seus aliados lançaram campanhas de guerra psicológica e desinformação para gerar medo e confusão, incluindo mensagens de texto ameaçadoras a israelenses e evacuações simuladas em estados do Golfo.
- Nos primeiros dias de conflito, ciberataques ligados ao Irã chegaram a cinquenta mil por dia, mirando infraestruturas críticas; ataques continuaram mesmo quando a internet iraniana foi interrompida.
- Ataques a servidores web interromperam sistemas bancários nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein, paralisando transações financeiras.
- A Guarda Revolucionária iraniana divulgou alvos de empresas e universidades americanas no Oriente Médio, levando muitas companhias a adotarem trabalho remoto.
- Especialistas disseram que a guerra cibernética é parte integral do conflito, com efeito variável, incluindo esforços para espalhar medo e demonstrar suposta incapacidade local de lidar com as ameaças.
A guerra entre Irã e aliados dos EUA e de Israel ganhou destaque para além dos ataques convencionais. Em meio aos mísseis e drones, cresce a atuação de campanhas de desinformação e guerras psicológicas. Relatos indicam mensagens de texto que induziam ao medo, supostamente vindas da Guarda Revolucionária. As autoridades desmentiram a origem das mensagens.
O foco principal das táticas é gerar incerteza entre civis e estabelecimentos estratégicos. Em alguns casos, alertas falsos sobre segurança circularam nos EUA e nos Emirados Árabes Unidos, seguido de campanhas de phishing e interrupções de serviços. Esses episódios aparecem como parte de uma estratégia mais ampla de influência.
As informações apontam para uma rede de ações digitais, com ataques cibernéticos que atingiram infraestrutura sensível já no início do conflito. Registraram-se interrupções em sistemas bancários nos Emirados e no Bahrein, além de tentativas de acesso a redes de empresas americanas no Oriente Médio.
Ciberataques e desinformação
Especialistas destacam que ataques cibernéticos vinculados ao Irã intensificaram-se nos primeiros dias da guerra, com tentativas de invasão a câmeras de vigilância e bancos de dados. Grupos ligados ao Irã teriam atuado tanto dentro quanto fora do território iraniano, com foco em coleta de dados e disrupção.
Autoridades de países do Golfo relataram medidas de contenção, incluindo pedidos para que moradores alterassem senhas após invasões a câmeras de segurança. Analistas veem a combinação de ataques cibernéticos com mensagens de ameaça como ferramenta de pressionar a população civil e pressionar governos.
Entre as ações de retaliação, a Guarda Revolucionária divulgou alvos de empresas e universidades nos EUA que operam no Oriente Médio, levando várias organizações a adotarem políticas de trabalho remoto. Também houve tentativas de derrubar a confiança em serviços digitais e financeiros da região.
A cobertura aponta ainda para tentativas de manipulação de informações em Jordânia, Kuwait e Catar, onde autoridades falaram de ações para evitar danos a estoques estratégicos, além de prisões de pessoas que filtraram conteúdos sobre a guerra. O objetivo declarado é frear a circulação de conteúdo não autorizado.
Impactos e leitura estratégica
Especialistas ressaltam que o objetivo dessas ações não é apenas o dano imediato, mas a disseminação de medo e a desinformação para pressionar atores regionais. Mesmo com a capacidade tecnológica, a conectividade doméstica no Irã sofreu quedas, o que limitou a intensidade dos ataques cibernéticos na prática.
Analistas destacam que ataques e campanhas de influência tornaram-se parte relevante da guerra moderna, com impactos na reputação de atores internacionais e na percepção de estabilidade na região. O equilíbrio entre atuação militar tradicional e operações digitais passa a moldar a dinâmica de conflitos futuros.
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