- O juiz Clarence Thomas, da Suprema Corte dos EUA, fez um discurso raro nesta quarta-feira, 15, em Austin, na Universidade do Texas, durante evento que celebra o 250º aniversário da Declaração de Independência.
- Thomas criticou o progressismo, descrevendo-o como uma ameaça existencial aos princípios que fundamentam o país.
- O magistrado associou críticas a uma cultura de cinismo e hostilidade contra os Estados Unidos, atribuídas a intelectuais e às universidades.
- Disse que o progressismo busca substituir as premissas da Declaração e o significado original da Constituição, apontando um alinhamento com o abandono de valores tradicionais.
- Ao final, pediu aos estudantes de direito coragem similar à dos signatários da Declaração para construir o futuro do país.
Em discurso na Universidade do Texas, em Austin, o juiz Clarence Thomas, conservador da Suprema Corte dos EUA, criticou o progressismo, descrevendo-o como uma ameaça existencial aos princípios do país, em evento ligado ao 250º aniversário da Declaração de Independência.
A fala ocorreu diante de estudantes e docentes do curso de Direito, em uma série de palestras que celebram as cinco décadas do documento fundador. O magistrado não citou nomes de pessoas ou partidos específicos.
Thomas afirmou que os valores da Declaração teriam caído em desuso nas últimas décadas, atribuindo isso a intelectuais e às universidades do país. Ele ligou o tema ao que chamou de abandono do significado original da Constituição.
Para o juiz, movimentos progressistas estariam promovendo a substituição de premissas básicas da Declaração, o que, na visão dele, afetaria a forma de governo. Ele também criticou autoridades que, segundo ele, teriam aberto mão de compromissos com causas morais e defesa nacional.
No encerramento, Thomas pediu aos presentes que cultivem coragem semelhante à dos autores da Declaração, para agir pelo futuro do país. O recado foi dirigido aos estudantes de Direito presentes e à plateia que acompanhava a palestra.
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