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Lula afirma ter paciência com Trump, mas EUA jogam errado

Lula diz ter muita paciência com Trump, acusa EUA de jogar errado e cobra redefinição da ONU para ampliar a credibilidade global

“Disse a Trump que era importante definir que tipo de líder se quer ser. Prefiro ser um líder respeitado, não um temido”, declara Lula
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  • Lula afirmou ter muita paciência com Trump, que considera “jogando um jogo muito errado” ao impor tarifas e travar guerras, incluindo contra o Irã.
  • Em entrevista ao El País, o presidente brasileiro disse que não é necessário alinhamento ideológico e que prefere liderar com respeito, não visto como temido.
  • Lula viaja nesta quinta-feira para a Espanha, dando início a uma tour europeia que ainda inclui Alemanha e Portugal.
  • O presidente criticou o Conselho de Segurança da ONU, dizendo que não tem poder e que é hora de redefinir a instituição para recuperar credibilidade.
  • Sobre eleições e Venezuela, Lula afirmou que o Brasil mantém democracia estável, defender livre comércio, e ressaltou que não pretende permitir interferência estrangeira.

Lula afirma ter seguido com paciência as interações com Donald Trump, mantendo postura firme diante de propostas que classificou como inadequadas. O presidente brasileiro destacou que não é necessário alinhamento ideológico absoluto entre as lideranças, ressaltando que o interesse nacional orienta decisões em qualquer mesa de negociação.

Ao abordar temas internacionais, ele criticou a forma como o poder econômico pode influenciar regras globais e alertou para custos aos cidadãos em eventuais ações de militarização. Em entrevista, o presidente defendeu soberania de nações e pediu responsabilidade de quem está no poder para manter a paz.

Lula embarca nesta quinta-feira para a Espanha, dando início a uma viagem europeia que inclui etapas na Alemanha e em Portugal.

ONU

O presidente voltou a criticar o Conselho de Segurança da ONU, alegando que a organização, criada para manter a paz, não cumpre plenamente seu papel. Ele defende uma redefinição da ONU para ampliar sua credibilidade e eficiência, afirmando que a instituição atual enfrenta limitações graves.

Segundo Lula, o mundo enfrenta conflitos em alta complexidade, com gastos elevados em guerras. Ele argumenta que parte desses recursos poderia avançar metas como redução do analfabetismo, combate à crise energética global e combate à fome.

Trump, por sua vez, criou o Conselho da Paz, instituição que também recebeu críticas do Brasil. O Brasil ainda não integra o conselho, apesar de ter sido convidado.

CONFLITOS

O presidente afirmou estar seguro diante dos conflitos globais, mencionando a situação na Venezuela, que envolve a intervenção de potências externas. Ele ressaltou a importância de processos eleitorais acordados com atuação da oposição para a paz venezuelana.

Lula também citou a crise na Venezuela como argumento para reforçar a defesa da democracia brasileira. Ele apontou que o Brasil defende soluções por meio do diálogo e do comércio, sem recorrer a medidas que possam agravar tensões internacionais.

ELEIÇÕES

O tema eleitoral foi tratado com tom de defesa da democracia brasileira e do respeito aos resultados. O presidente destacou que a polarização social é uma realidade global, observando o uso das redes digitais e o papel da inteligência artificial nesse cenário. Ele reiterou que o bolsonarismo não governará o país novamente, conforme o entendimento de maioria da população.

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