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Lula diz que Trump não tem o direito de acordar e ameaçar um país

Lula critica Trump, diz que não há direito de ameaçar países; defende eleições livres na Venezuela e maior responsabilidade na paz internacional

O presidente Lula (PT) no Palácio do Planalto
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  • Lula disse a Trump não tem o direito de acordar de manhã e ameaçar um país, afirmando que líderes devem buscar respeito, não governar pelo medo.
  • Em entrevista ao El País, o presidente brasileiro criticou a postura do presidente norte‑americano na guerra contra o Irã e alertou para impactos nos combustíveis.
  • O petista defendeu eleições livres na Venezuela, sem interferência dos Estados Unidos, após a captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro.
  • Lula comentou a aproximação com Trump após reunião na ONU e disse que prefere conversas com maturidade entre dois líderes de idade avançada.
  • Ele confirmou viagem à Europa, encontro com o primeiro‑ministro da Espanha, Pedro Sánchez, e ressaltou que não tem interesse em manter relações com Javier Milei, da Argentina.

Lula critica a postura de Trump e afirma que líderes globais devem buscar respeito, não governar pelo medo. Em entrevista ao El País, o presidente brasileiro disse que Trump não tem o direito de acordar e ameaçar um país, e que sua Constituição não permite tais ações.

O petista ressaltou a necessidade de responsabilidade dos poderosos para manter a paz, citando o recente tom de agressão do presidente dos EUA em relação ao Irã. Ele afirmou que ataques provocam efeitos como elevação de preços de combustíveis, prejudicando o povo.

Lula anunciou uma viagem à Europa, com agenda em Barcelona para encontro com Pedro Sánchez, um dos críticos de Trump no bloco. A reunião está marcada para sexta-feira, 17, no contexto de aproximação entre Brasil e países europeus.

Relações com Trump e América Latina

Durante a conversa, o presidente brasileiro mencionou a conversa anterior com Trump na ONU e declarou que decidiu manter paciência, propondo maturidade entre dois líderes de idade avançada. Atribui ao hegemônio americano a lógica de impor regras pelo poder econômico, militar e tecnológico.

O petista voltou a criticar a ideia de que EUA possam impor decisões na região, citando o caso da Venezuela. Defendeu eleições livres no país sem interferência externa, após ações que capturaram Nicolás Maduro. Também afirmou não ter interesse em relação com Javier Milei, da Argentina.

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