- Mais de dez mil soldados americanos ajudam a reforçar o bloqueio aos portos do Irã, segundo o Comando Central dos EUA.
- Navios ligados ao Irã estão sendo avisados de que podem receber tiros de advertência ou outras ações caso tentem furar o bloqueio.
- Nos primeiros três dias, catorze navios retornaram em vez de enfrentar o bloqueio naval.
- Embarcações que se aproximam do bloqueio recebem avisos de interdição e apreensão se cruzarem a região.
- O secretário de Defesa e o chefe do Estado-M Maior destacaram que menos de 10% do poder naval dos EUA está sendo usado para impor o bloqueio, que conta com apoio de aeronaves e capacidades de vigilância.
Mais de 10 mil soldados americanos estão ajudando a reforçar o bloqueio aos portos iranianos, segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM). A atividade ocorre no Golfo Pérsico, com foco nas vias marítimas próximas ao Irã.
Segundo o CENTCOM, nenhum navio foi abordado até o momento. Em vez disso, oficiais alertam embarcações vinculadas ao Irã de que podem receber tiros de advertência ou outras ações caso tentem contornar a operação.
Nos primeiros três dias da operação, 14 navios optaram por retornar, em vez de enfrentar o bloqueio, conforme informações do comando. Empresas de dados de navegação apontam que alguns navios iranianos desligaram transponders ou desviaram para a costa do Irã.
As embarcações que se aproximam do bloqueio, que cobre águas territoriais e internacionais do Irã mas não o Estreito de Ormuz, recebem avisos formais, afirmou o chefe do Estado-M Maior Conjunto, general Dan Caine.
Caine acrescentou que qualquer nave que cruzar o bloqueio pode ser abordada e apreendida, com táticas pré-planejadas para levar a força até o navio, se necessário. Foi divulgada também uma transmissão de rádio com a mensagem de prontidão para uso da força.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que menos de 10% do poder naval americano está empregado no bloqueio. A Marinha dos EUA opera 16 destróieres, três navios de assalto anfíbio, um porta-aviões e um navio de combate litorâneo na região, dentro de uma frota de aproximadamente 300 navios.
O bloqueio também conta com apoio de aeronaves e de atividades de vigilância, reconhecimento e inteligência para mapear embarcações ligadas ao Irã. Fontes oficiais ressaltam que a coordenação envolve recursos em outras regiões, incluindo o Pacífico, para coibir petróleo iraniano ilícito.
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