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Médico argentino se dissocia da morte de Maradona em julgamento

Luque nega ter decidido todas as medidas da recuperação de Maradona e afirma não estar à frente da internação domiciliar

Fanáticos del fallecido futbolista Diego Maradona se concentran frente al juzgado el primer día del juicio contra su equipo médico por presunto homicidio por negligencia en San Isidro, Argentina, el martes 14 de abril de 2026. (Foto AP/Rodrigo Abd)
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  • Em audiência, o neurocirurgião Luque negou ter decidido todas as medidas para a recuperação de Maradona e afirmou que não estava à frente da internação domiciliar.
  • O Ministério Público criticou as condições da internação domiciliária, dizendo que um grupo de cuidadores não cumpriu deveres e deixou o jogador sem suporte adequado.
  • Luque afirmou que, desde 2007, Maradona não recebia medicação para problemas cardíacos e que, na época, o médico que acompanhava era Alfredo Cahe.
  • O médico contestou a informação de agonía de doze horas, explicando que o edema estaria relacionado às manobras de reanimação realizadas no dia da morte.
  • Foram exibidos áudios de conversas com cuidadores; além de Luque, estão no processo Agustina Cosachov, Giannina Maradona e outros profissionais.

O médico argentino Diego Luque, acusado no caso da morte de Diego Maradona, afirmou no tribunal que não era responsável por todas as decisões da recuperação do ex-jogador nem pela internação domiciliar. Ele disse que não estava à frente do tratamento.

Luque alegou ser neurocirurgião com foco em coluna e destacou que seu papel na internação domiciliar era limitado. Também explicou que o médico que acompanhava o paciente na cardiologia não era ele.

O Ministério Público havia criticado as condições da internação domiciliar, afirmando que um grupo improvisado teria descumprido deveres médicos e colocado Maradona em risco.

Envolvidos no processo e desdobramentos

Além de Luque, estão sob acusação a psiquiatra Agustina Cosachov, o psicólogo Carlos Díaz e os médicos Nancy Forlini e Pedro Di Spagna, além de profissionais de enfermagem e representantes de serviços contratados. Todos participaram da internação domiciliar em 2020.

Durante a audiência, foram exibidos áudios de conversas entre Luque e cuidadores. Em um trecho, um massagista relatou que o astro estava visivelmente inchado.

Gianinna Maradona, filha de Diego, já havia afirmado em processo anterior que o pai recebia cuidados inadequados durante a internação domiciliar. O julgamento continua, com nova oitiva de testemunhas e alegações das partes.

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