- Empresários financiam uma nova operação para resgatar a baleia-jubarte Timmy, encalhada no Mar Báltico perto da ilha de Poel, na Alemanha, após tentativas oficiais anteriores.
- O plano é içar Timmy com almofadas de ar, colocá-la em uma lona entre duas embarcações e rebocá-la até o Mar do Norte, com possível retorno ao Atlântico.
- O estado de Timmy é considerado estável pelos organizadores, mas as chances de sucesso são incertas; o espiráculo está livre e não há sinais de inflamação.
- A iniciativa enfrenta críticas e ceticismo de grupos ambientais, como o Greenpeace, e de especialistas da Nabu, que apontam que a baleia está debilitada.
- A operação conta com participação internacional, incluindo a expectativa da chegada de uma especialista dos Estados Unidos para avaliação médica da baleia.
Após o abandono de tentativas oficiais, empresários financiaram nova operação para salvar a baleia-jubarte Timmy, que agoniza no Báltico. Equipes seguem apoiando a baleia perto da ilha de Poel, no norte da Alemanha, em águas rasas há semanas.
Timmy já reagiu a estímulos verbais de um especialista que se aproximou do animal. O estado geral aparece mais estável do que o esperado: espiráculo livre e ausência de inflamação, embora o quadro permaneça delicado.
A operação é financiada por iniciativa privada, com atrasos logísticos. O empresário alemão Walter Gunz admitiu perdas de tempo pela manhã e a retomada está prevista para sexta-feira, após montagem do equipamento de resgate.
Plano e mudanças de posicionamento
O plano envolve levantar a baleia com almofadas de ar, colocá-la sobre uma lona presa a duas embarcações e rebocá-la por centenas de quilômetros até o Mar do Norte, buscando devolvê-la ao Atlântico.
Autoridades regionais aprovaram a iniciativa, apesar de resgates anteriores terem fracassado. Timmy já ficou temporariamente livre, mas recalcou o encalhe em diversas ocasiões, debilitando a baleia.
O contexto do encalhe no Báltico preocupa especialistas pela baixa salinidade e distância do habitat natural. Uma hipótese aponta desorientação durante migração ou seguimento de cardume de arenques.
Críticas e mobilização pública
Críticos destacam que a nova missão depende de pressão pública. A avaliação de que as chances de sucesso são mínimas foi reiterada por defensores de proteção marinha, que questionam a viabilidade do resgate.
O Greenpeace não participa do projeto, argumentando que a baleia está doente e debilitada. Organizadores, porém, defendem a estimativa de sinais vitais estáveis e descartam a presença de redes de pesca na boca.
A equipe aguarda a chegada de uma especialista dos EUA para exames médicos detalhados. A Dra. Jenna Wallace, do Havaí, deverá supervisionar as avaliações durante a operação.
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