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Novo controle de passaporte gera atrasos de até três horas em aeroportos da UE

Novos controles de passaporte elevam tempos de fila na UE, com atrasos de até três horas em aeroportos e pressão adicional ao setor aéreo diante de riscos de combustível

Um painel exibe voos cancelados para destinos no Oriente Médio no Aeroporto Internacional de Hong Kong, em Hong Kong, China, em 2 de março de 2026. REUTERS/Tyrone Siu
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  • Novo sistema eletrônico de fronteiras da União Europeia (EES) tem causado atrasos de até três horas em aeroportos de países da UE, segundo o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI).
  • Ao menos quinze países europeus relatam transtornos, com passageiros de fora da UE — incluindo o Reino Unido — registrando informações pessoais e dados biométricos na primeira entrada ao território.
  • Representantes de aeroportos discutiram a possibilidade de suspender totalmente as verficações ou ampliar isenções, em reunião com a Comissão Europeia; o ACI pediu flexibilização diante de tempos de espera elevados.
  • Problemas técnicos, de tecnologia da informação, cibersegurança e falta de pessoal são apontados como fatores que agravam as filas, mesmo com cabines automáticas operando de forma intermitente.
  • A Comissão Europeia afirma que o sistema funciona bem na maior parte dos estados-membros, enquanto o ACI continua a monitorar falhas emergentes; desde o início da operação, mais de 52 milhões de pessoas foram registradas e 27 mil tiveram entrada negada, incluindo 700 consideradas ameaça à segurança.

O novo controle de passaporte eletrônico da União Europeia tem provocado atrasos de até três horas em aeroportos do bloco. Passageiros em diversos países relatam filas longas na etapa de verificação de fronteira, principalmente nos horários de pico.

Segundo o Conselho Internacional de Aeroportos (ACI), a França, a Alemanha, a Bélgica, a Itália, a Espanha, a Grécia e outras nações registraram atrasos significativos desde a entrada em operação plena do sistema. O período de verão agrava o cenário, com aumento do fluxo de viajantes.

O Sistema de Entrada/Saída (EES) exige que passageiros não pertencentes à UE registrem informações pessoais e dados biométricos na entrada no território europeu. O sistema, plenamente implementado na última sexta-feira, 10, visa reforçar a segurança das fronteiras.

Problemas técnicos e suspensão

Representantes de aeroportos e da Comissão Europeia se reuniram na terça-feira, 14, para discutir falhas. O ACI pediu ampliar isenções e, se necessário, suspender as verificações no EES durante picos de atraso extremo.

O ACI aponta falhas estruturais, como cabines automáticas com funcionamento inconsistente, escassez de pessoal e falhas no sistema central de TI. Em vários locais, apenas dados pessoais são coletados, não os biométricos, conforme a Comissão e o ACI.

Situação atual e respostas

A Comissão Europeia afirmou que, nos primeiros dias de operação completa, o sistema tem funcionado bem na maioria dos Estados-membros. Problemas técnicos são existentes, mas estão sendo resolvidos conforme o andamento da implementação.

O tempo de registro em horários de pico varia entre órgãos. O ACI sustenta que pode levar até cinco minutos, enquanto a Comissão afirma média de 70 segundos. A agência reiterou que a responsabilidade pela implementação adequada é dos Estados-membros.

Desde o início do uso gradual, mais de 52 milhões de pessoas foram registradas e 27 mil entradas foram negadas, incluindo 700 casos considerados potenciais ameaças à segurança, segundo dados da Comissão.

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