- O saldo de mortes em dois ataques a escolas na Turquia subiu para dez, com mais uma vítima morrendo no hospital nesta quinta-feira, após o ataque de quarta.
- Seis feridos estavam em estado crítico antes do falecimento mais cedo nesta quinta, após o tiroteio de ontem.
- Isa Aras Mersinli, 14 anos, abriu fogo em duas salas de um escola de ensino médio em Kahramanmaras, matando uma professora e oito estudantes e ferindo outros treze.
- O atirador, que também foi morto, chegou ao local com cinco armas de fogo e sete carregadores pertencentes ao pai, um aposentado da delegacia, que foi preso após o ataque.
- A Turquia realizou uma reunião conjunta entre interior e educação sobre segurança escolar, com a presença de ministros, governadores e autoridades policiais; autoridades também prenderam 67 pessoas ligadas a posts nas redes sociais que insinuavam ataques.
O tiroteio que ocorreu nesta semana em turquia elevou para 10 o saldo de vítimas fatais após o falecimento de mais uma pessoa que estava recebendo atendimento médico. A última confirmação veio nesta quinta-feira, segundo autoridades. Doze feridos ainda permaneciam hospitalizados, com seis em estado crítico antes de o choque final ocorrer.
O ataque de quarta-feira aconteceu em uma escola de ensino fundamental na cidade de Kahramanmaraş, no sul do país. O atirador, Isa Aras Mersinli, de 14 anos, abriu fogo em duas salas de aula, matando um professor e oito alunos e ferindo mais 13 pessoas. O suspeito morreu no local, após utilizar armas de fogo que pertenciam ao pai, um aposentado da polícia.
Amanhã reforçou a pressão sobre as autoridades. No dia anterior, 16 pessoas ficaram feridas em um ataque a uma escola de ensino médio na província de Şanlıurfa, também no sul. O atirador se suicidou. Até quinta-feira, 20 pessoas foram detidas em relação ao caso de Şanlıurfa.
O Ministério do Interior e o Ministério da Educação realizaram uma reunião conjunta em Ancara, com a presença dos dois ministros, de todos os 81 governadores provinciais, além de chefes de polícia e diretores de educação. O objetivo foi reforçar a segurança nas escolas.
A polícia publicou, ainda, que a foto de perfil do suspeito no aplicativo de mensagens WhatsApp era uma imagem associada a um estudante que cometeu um massacre nos Estados Unidos em 2014. A identidade de usuários e a veracidade de conteúdos da rede passam por investigação, segundo as autoridades.
O Ministério da Família anunciou a criação de uma equipe para oferecer suporte psicossocial a alunos e familiares, e anunciou uma investigação abrangente sobre incidentes semelhantes. Além disso, foram iniciadas ações de acompanhamento de escolas para evitar novos ataques.
Famílias de vítimas participaram de enterros realizados nesta quinta-feira. Entre os mortos, oito estudantes de 11 anos e a professora Ayla Kara, de 55 anos, que também faleceu no ataque. A comoção mobilizou educadores em várias cidades para cobrar maior segurança escolar.
Cemitérios humanos de professores e pais acompanharam os momentos de comoção. A família de Adnan Gokturk Yesil, cujo filho constava entre as vítimas, relatou pressa na chegada à escola e ao hospital, onde confirmou o falecimento. Autoridades destacaram a necessidade de ações rápidas para evitar novas tragédias.
Educadores em Ankara e Izmir participaram de manifestações pedindo reforço na vigilância escolar. Em resposta, autoridades anunciaram operações para coibir ameaças nas redes sociais, com a detenção de 67 usuários por publicações que visavam 54 escolas diferentes.
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