- Ceasefire de 10 dias entre Israel e Líbano entrou em vigor à meia-noite, após anúncio facilitado pelos Estados Unidos, com foco no Hezbollah.
- O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que todas as partes respeitem plenamente o cessar-fogo.
- Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o acordo proíbe ações ofensivas de Israel no Líbano, mas permite autodefesa diante ataques planejados, imminentes ou em curso.
- O Exército libanês alertou deslocados sobre retorno às zonas do sul devido a bombardeios intermitentes ainda ocorrendo após o início do cessar-fogo.
- Horas antes do efeito, Israel afirmou ter atingido mais de 380 alvos do Hezbollah em vinte e quatro horas; ataques em Ghazieh deixaram pelo menos dezenas de mortos e feridos.
O cessar-fogo de 10 dias entre Israel e o Líbano entrou em vigor à meia-noite de quinta-feira, no Líbano, conforme anúncio dos Estados Unidos. O secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que todas as partes respeitem o acordo. O objetivo é interromper os ataques e abrir espaço para negociações.
A trégua foi anunciada após contatos entre Washington, Israel e o Líbano. O Ministério das Relações Exteriores dos EUA descreveu o acordo como facilitado pelos EUA, com a expectativa de reduzir a violência na região. O cessar-fogo tem duração de 10 dias.
O acordo afasta ações ofensivas contra o Líbano, mas permite autodefesa em casos de ataques planejados, imminentes ou em curso. Em território libanês, autoridades pediram cautela aos deslocados para não retornar ainda, devido a bombardeios intermitentes.
Desdobramentos e reações internacionais
O chefe da ONU e aliados ressaltam que a estabilidade depende do cumprimento integral do cessar-fogo. Dados oficiais apontam mais de 2.100 mortos no Líbano e mais de 2,1 milhões de deslocados desde o início do conflito.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o cessar-fogo de oportunidade histórica para a paz, mas afirmou que tropas permanecerão no sul do Líbano em zona de segurança ampliada para evitar invasões. A retirada total foi negada pela parte israelense.
A Turquia, o Irã e a Síria expressaram apoio ao cessar-fogo, destacando a necessidade de cessar as hostilidades em toda a região. O Irã enfatizou a continuidade do retorno dos deslocados e a retirada completa de forças israelenses do sul do Líbano.
O Exército Livre do Líbano pediu que residentes retornem com cautela às áreas do sul, evitando zonas ainda ocupadas por Israel. Hezbollah também recomendou prudência, citando riscos de violação de acordos.
O tráfego de confrontos seguia em horas que antecediam o início do cessar-fogo, com ataques a alvos do Hezbollah e ataques a cidades no sul do Líbano. Em Ghazieh, ao menos sete pessoas morreram e outras dezenas ficaram feridas em bombardeios.
Entre na conversa da comunidade