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Pentágono intensifica preparativos para operação militar em Cuba, diz jornal

Pentágono intensifica planos para possível intervenção militar em Cuba, aponta USA Today, com preparação discreta para eventual ordem presidencial

Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã (Foto: SALWAN GEORGES/EFE/EPA)
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  • O Pentágono está intensificando o planejamento para uma possível operação militar em Cuba, conforme a USA Today.
  • Duas fontes do governo americano, que falaram em condição de anonimato, disseram que os preparativos estão sendo acelerados de forma discreta para uma eventual intervenção autorizada pelo presidente Donald Trump.
  • O Pentágono afirmou que planeja contingências e permanece preparado para cumprir ordens do presidente.
  • A notícia contextualiza com ações de Trump desde janeiro, quando anunciou tarifa a países que exportam petróleo para Cuba, alegando ameaças à segurança nacional.
  • O bloqueio energético levou México a interromper exportações; também houve restrições aos embarques de petróleo venezuelano, com Trump liberando entregas pontuais de petróleo russo em março; ele já indicou que Cuba seria a próxima ação.

O Pentágono está aumentando o planejamento para uma possível operação militar em Cuba, segundo o jornal USA Today de quarta-feira. A informação vem de duas fontes do governo americano, que falaram sob anonimato.

De acordo com as fontes, os preparativos estão sendo intensificados de forma discreta, caso o presidente Donald Trump ordene uma intervenção no país. O objetivo seria manter flexibilidade para atender a ordens presidenciais.

O Pentágono informou, publicamente, que está trabalhando em uma série de contingências e permanece pronto para executar qualquer decisão do presidente. O objetivo declarado é manter a capacidade de resposta considerando diferentes cenários.

Contexto político e energético

No final de janeiro, Trump anunciou tarifas sobre petróleo importado por Cuba, alegando que a ilha aproxima-se de adversários dos EUA ao instalar bases militares e de inteligência que ameaçam a segurança nacional. Países exportadores, como o México, interromperam as vendas, agravando a crise energética na ilha, que enfrenta apagões diários.

A crise foi acentuada pela suspensão de recebimento de petróleo venezuelano, após a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Em março, Trump autorizou entregas pontuais de petróleo russo, abrindo exceções pontuais ao embargo.

Trump tem afirmado que Cuba pode ser o próximo alvo, citando operações anteriores envolvendo Venezuela e Irã. Em declarações recentes, o ex-presidente sugeriu a possibilidade de uma intervenção na ilha após as ações na região, sem detalhar prazos ou formas.

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