- A 44ª Reunião da Pagos, realizada em São Paulo em 25 de março, destacou o Brasil como líder em inovação financeira, com foco no Pix e na interoperabilidade de pagamentos.
- O QR Code multitrilho, apresentado por Carlos Netto, busca unir diferentes infraestruturas de pagamento em um único código, inclusive Pix, em um ambiente que facilita transações internacionais, especialmente nos EUA.
- A regulação foi apontada como elemento-chave para equilibrar inovação e segurança, com alerta para evitar rigidez excessiva que possa frear avanços.
- O Brasil foi apresentado como plataforma de expansão global e referência regional, com o Pix sendo considerado um passaporte para soluções brasileiras no mercado financeiro internacional.
- Dados recentes indicam que o Pix lidera o volume de transações no Brasil em 2026 (em fevereiro foram 6,59 bilhões), e que 96,4% da população adulta já possui conta bancária ou de pagamento.
A 44ª Reunião da PAGOS, em 25 de março, em São Paulo, destacou o papel do Brasil na inovação financeira global. Especialistas analisaram o impacto do Pix, avanços em interoperabilidade e os desafios regulatórios para ampliar a exportação de infraestrutura financeira digital.
Executivos com atuação em meios de pagamento trouxeram visões sobre tecnologia, regulação e integração internacional. Entre eles estiveram Eduardo Pires, Gilberto Martins (Giba) e Carlos Netto (TK), que apresentaram perspectivas complementares sobre o tema.
O Pix, criado pelo Banco Central em 2020, já figura como uma das principais infraestruturas de pagamento instantâneo do mundo, com alta adesão da população e crescimento de transações, segundo reportagens do g1. O sistema é visto como referência em eficiência e inclusão.
Interoperabilidade e QR Code multitrilho
Carlos Netto (TK) destacou o conceito de QR Code multitrilho, em testes nos Estados Unidos. A ideia é padronizar o código para integrar diferentes infraestruturas, incluindo Pix, redes locais, blockchains e stablecoins, num único ambiente operacional.
Segundo o executivo, o QR Code multitrilho pode tornar pagamentos instantâneos mais fluídos globalmente, independentemente da rede ou da moeda. Ele afirma que o Brasil atua como base técnica para modernizar mercados já consolidados, como o dos EUA.
Regulação como vetor de equilíbrio entre inovação e segurança
Gilberto Martins ressaltou que o Brasil construiu um ambiente regulatório robusto, fundamental para o sucesso do Pix, mas que a rigidez excessiva pode frear a inovação. Tópicos centrais incluem interoperabilidade entre jurisdições e pagamentos cross-border.
O executivo destacou ainda a receptividade de executivos estrangeiros ao Pix, citando visitas de representantes de empresas de diferentes continentes. A meta é manter equilíbrio que permita competição saudável e avanços tecnológicos.
Brasil como liderança regional e plataforma de expansão global
Eduardo Pires enfatizou a posição do Brasil como referência regional em Open Finance e cooperação com países latino-americanos. A partir dessa mudança, o Brasil passa a ser visto também como exportador de tecnologia bancária, não apenas de commodities.
Pires afirmou que o momento favorece a internacionalização de soluções brasileiras e reforça o papel do Brasil como hub de inovação no setor financeiro, com o Pix atuando como passagem para o mercado global.
Dados recentes do mercado
Dados apontam que o Pix lidera o número de transações no Brasil em 2026, com bilhões de operações mensais. O Relatório de Cidadania Financeira 2025 do Banco Central aponta alta penetração de serviços financeiros na população adulta. Atração internacional de atenção também é mencionada por fontes setoriais.
A PAGOS reforçou o papel da associação como articuladora do ecossistema de pagamentos e interlocutora junto a reguladores e organismos. A atuação busca reduzir assimetrias, ampliar segurança jurídica e sustentar ambiente competitivo.
Perspectivas para o futuro
Segundo o Banco Central, a interoperabilidade do SPB é vista como pilar estratégico para liderança internacional, integrando infraestruturas digitais com mais segurança e resiliência. Executivos destacam que a evolução coordenada entre inovação, regulação e integração internacional é essencial para manter o protagonismo brasileiro.
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