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Reino Unido antecipa escassez de alimentos devido à guerra no Irã

Reino Unido avalia cenários de pior caso com fechamento de Ormuz e desabastecimento de CO₂, ameaçando o abastecimento de frango e porco

Reino Unido se prepara para escassez de comida causada por guerra no Irã - (crédito: BBC Geral)
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  • O Reino Unido pode enfrentar escassez de alimentos nos próximos meses, incluindo frango e porco, caso a guerra entre EUA e Israel contra o Irã siga em pior cenário.
  • Um possível fechamento contínuo do estreito de Ormuz e o colapso do fornecimento de dióxido de carbono são considerados como cenários de impacto, já que o CO₂ é usado no abate de animais e na conservação de alimentos.
  • O Departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais afirma que continuará trabalhando com empresas para reduzir impactos, lembrando que cenários de pior caso são ferramentas de planejamento.
  • Líderes do setor ressaltam maior preocupação com o aumento de preços do que com a escassez; o Conselho Aviário Britânico está tranquilo com contingências para o CO₂, e o Consórcio Varejista Britânico cobra planejamento para todos os cenários.
  • O secretário de Negócios, Peter Kyle, disse que a disponibilidade de CO₂ não é uma preocupação econômica no momento; a Tesco afirma que não há problemas de disponibilidade de alimentos e que a cadeia de abastecimento está estável, embora reconheça volatilidade futura.

O Reino Unido avalia a possibilidade de enfrentar escassez de alimentos nos próximos meses em cenários de pior caso. O governo estuda impactos de uma guerra entre EUA, Israel e Irã, com foco em alimentos como frango e porco. As estimativas são de planejamento, não de previsão de eventos.

Segundo informações de fontes oficiais, um fechamento contínuo do estreito de Ormuz e o colapso do fornecimento de CO2 estariam entre os cenários analisados. O CO2 é utilizado na abate de animais e na conservação de alimentos, o que pode afetar a produção.

Um porta‑voz do Departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais afirmou que o órgão trabalha com empresas para mitigar impactos da guerra. Ele destacou que cenários de pior caso são ferramentas de planejamento, não previsões.

Líderes do setor alimentício dizem que a principal preocupação são possíveis aumentos de preços, não necessariamente a escassez. O Conselho Aviário Britânico disse estar tranquilo com contingências para CO2 já estabelecidas pelo governo.

O Consórcio Varejista Britânico pediu que o governo elabore planejamento de contingência para todos os cenários. Os varejistas afirmam ter experiência em lidar com interrupções da cadeia de abastecimento, mas observam pressões inflacionárias.

Em entrevista à Sky News, o secretário de Negócios, Peter Kyle, afirmou que a disponibilidade de CO2 não é preocupação para a economia por ora. Ele recomendou que as pessoas permaneçam onde estão no momento, conforme a declaração dele.

Ken Murphy, diretor da Tesco, disse que não há problemas de disponibilidade de alimentos segundo planos de contingência de jornais. Ele afirmou que produtores, fornecedores e fabricantes não elevaram riscos no momento e que a cadeia está em boa posição.

Murphy ressaltou que a situação é volátil e não é possível prever desdobramentos futuros. A Tesco indica que não houve relatos de dificuldades nessa fase e que o cenário permanece incerto.

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