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Repórter é orientado a fabricar denúncia para permanecer no Reino Unido

Investigação da BBC aponta advogados incentivando denúncias falsas de violência doméstica para permanência no Reino Unido; prática é inaceitável e pode levar à prisão

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  • Uma investigação da BBC revelou que migrantes estariam alegando abuso doméstico para permanecer no Reino Unido, buscando acelerar a concessão de residência permanente.
  • Conselheiros legais são mencionados como incentivando alguns a fabricar acusações, segundo a reportagem.
  • Um dos assessores citados, Eli Ciswaka, supostamente pediu a uma repórter da BBC para inventar abuso doméstico em troca de R$ 900, para apresentar ao Home Office.
  • Ciswaka não respondeu a perguntas por escrito, mas negou em ligação que estivesse disposto a fabricar uma história de vítima de abuso.
  • A secretária de proteção do Home Office, Jess Phillips, classificou o uso indevido das regras como inaceitável e disse que “advogados fraudulentos que facilitam esse abuso serão responsabilizados”.

Um documentário da BBC revela que migrantes estariam alegando abuso doméstico para permanecer no Reino Unido, explorando regras criadas para acelerar a residência de vítimas reais. A investigação aponta que esse uso indevido pode beneficiar quem não sofre violência efetiva.

Levantamentos indicam que consultores legais encorajam a fabricação de denúncias. Um dos profissionais citados é Eli Ciswaka, que, segundo a BBC, oferecia orientar a criar a narrativa por 900 libras para apresentar ao Home Office. O objetivo seria assegurar o status de permanência no país.

A reportagem descreve o funcionamento do esquema e os setores envolvidos, ressaltando a gravidade do uso inadequado das regras de proteção. A BBC afirma que o tema envolve várias partes e está sob apuração.

Resposta oficial e próximos passos

Ciswaka não respondeu a pedido de comentário por escrito, mas, em chamada para a reportagem, negou ter aceitado fabricar um relato de abuso. A posição dele não elimina as dúvidas sobre a prática descrita.

Jess Phillips, secretária de Estado responsável pela proteção de migrantes, classificou o uso indevido das regras como inaceitável. Ela destacou que advogados que facilitarem esse tipo de orientação podem enfrentar consequências legais.

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