- Rússia atingiu áreas civis da Ucrânia com quase 700 drones e dezenas de mísseis, em ataque que durou horas e mirou civis.
- Ao menos 16 pessoas morreram e mais de 80 ficaram feridas; Kiev, Odessa e Dnipro entre as regiões atingidas, com destruição de casas e infraestrutura.
- Presidente ucraniano Volodimir Zelenski está em missão para reforçar a defesa aérea, buscando apoio de aliados europeus para sistemas como o Patriot.
- A Ucrânia também enfrenta dificuldades financeiras, com o empréstimo da União Europeia de 90 bilhões de euros ainda bloqueado pela Hungria.
- Autoridades chamam o ataque de crime de guerra e continuam articulando com parceiros para ampliar fornecimento de defesa aérea e munição.
Rússia atingiu áreas civis da Ucrânia com centenas de drones e dezenas de mísseis, em ataque que durou horas, nesta quinta-feira. Kiev, Odessa e Dnipro foram afetadas, com mortes e ferimentos anunciados pelas autoridades.
Foram lançados quase 700 drones e mísseis balísticos e de cruzeiro, voltados principalmente para alvos civis, conforme dados oficiais. O ataque mais intenso em semanas causou pelo menos 16 mortes e mais de 80 feridos.
Moradores relataram janelas estilhaçadas, clarões e abrigos improvisados durante a noite. Em Kiev, uma moradora descreveu o medo ao se proteger com o cachorro no corredor de casa.
Zelenski busca reforçar a defesa aérea
O ataque ocorreu após a viagem de 48 horas do presidente Zelenski à Alemanha, Noruega e Itália, em busca de mais sistemas de defesa aérea. A Ucrânia quer interceptar mísseis russos com suporte de aliados e produção local.
Com dificuldades financeiras, Kiev também pressiona pela liberação do empréstimo de 90 bilhões de euros prometido pela União Europeia, que depende de aprovações de membros, incluindo a Hungria. Zelenski pediu rapidez na assistência militar.
Autoridades admitiram que alguns parceiros ainda não cumpriram promessas de apoio. O governo também busca reforços para manter as operações de defesa aérea diante dos ataques russos repetidos.
Repercussões e contexto
No mês, o ataque com drones e mísseis foi registrado como o maior em semanas contra civis. Kiev e outras cidades enfrentaram danos a prédios residenciais, hotéis, escritórios e comércios, segundo autoridades locais.
O ministro das Relações Exteriores ucraniano informou que tais ataques configuram crimes de guerra e pediu responsabilização internacional. A Ucrânia continua monitorando a evolução da situação e buscando novos reforços.
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