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Sri Lanka usou cessar-fogo para repatriar marinheiros iranianos

Sri Lanka usa cessar-fogo de quinze dias para repatriar mais de duzentos militares iranianos, encerrando tensão com o Irã e mantendo neutralidade

Militares iranianos foram resgatados após ataque americano
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  • O Sri Lanka usou o cessar-fogo de quinze dias entre EUA e Irã para repatriar mais de duzentos marinheiros iranianos.
  • Os militares ficaram sob custódia em março, após um submarino americano ter atingido com torpedos um navio de guerra iraniano próximo ao Sri Lanka, causando mais de oitenta mortes.
  • Os sobreviventes foram levados de volta ao Irã em um voo que saiu da Turquia na terça-feira, conforme o The New York Times.
  • A operação encerra um período de tensão diplomática entre Colombo e Teerã, que dificultou pedidos de repatriação para não comprometer a neutralidade do Sri Lanka.
  • Autoridades sri-lankesas reiteraram que o país não participa do conflito, citando o direito internacional e tratados como base para a liberação dos prisioneiros de guerra durante suspensões das hostilidades.

O Sri Lanka aproveitou um cessar-fogo de 15 dias entre os EUA e o Irã para repatriar mais de 200 marinheiros iranianos. Os militares eram mantidos sob custódia desde março, após um submarino americano atingir um navio de guerra iraniano perto das águas do país.

Mais de 80 pessoas morreram na operação anterior. Os sobreviventes foram embarcados em um voo que partiu da Turquia na terça-feira (14) em direção ao Irã, encerrando a estadia de acolhimento promovida pelo Sri Lanka por motivos humanitários.

Contexto e desdobramentos

A repatriação ocorreu em meio a tensões diplomáticas entre Colombo e Teerã, que enfrentaram obstáculos para manter a neutralidade. O Sri Lanka havia inicialmente recusado pedidos de repatriação para não se colocar envolvido na guerra regional.

Autoridades sri-lankenses reiteraram que o país não participa do conflito, invocando o direito internacional, incluindo a Terceira Convenção de Genebra, que determina a liberação de prisioneiros de guerra em suspensões de hostilidades.

Posições e negociações entre as partes

Representantes da embaixada iraniana em Colombo mantiveram negociações diárias sobre o destino dos militares, defendendo a liberação imediata como questão bilateral. O embaixador iraniano no Sri Lanka, Alireza Delkhosh, afirmou ao NYT que Teerã tratava o caso como assunto entre aliados, sem relação direta com o conflito em curso.

Do lado americano, houve registro de conversas sobre operações militares no país. Washington pediu autorização para pousar aeronaves carregadas de armamentos, pedido recusado pela motivação de manter a neutralidade do Sri Lanka.

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