- O Tribunal Constitucional de Benin confirmou a vitória de Romuald Wadagni na eleição presidencial, realizada no fim de semana.
- Wadagni, de 49 anos, é protegido político do presidente afastado Patrice Talon e teve 94,27% dos votos; o opositor Paul Hounkpè obteve 5,73%.
- A participação eleitoral foi de 63,57%, segundo o tribunal; o opositor tem cinco dias para apresentar recursos.
- Analistas já aguardavam vitória expressiva de Wadagni, apoiado por Talon, que governa o país há uma década.
- O país enfrenta insurgência no norte e um grupo de militares chegou a tentar um golpe no ano passado para derrubar Talon.
O Tribunal Constitucional de Benim confirmou nesta quinta-feira a vitória do ministro das Finanças, Romuald Wadagni, na eleição presidencial realizada no fim de semana. Wadagni, de 49 anos, é protegido político do presidente em saída Patrice Talon. Ele obteve 94,27% dos votos, frente a 5,73% de seu opositor, Paul Hounkpè. A participação foi de 63,57%, segundo o tribunal. O opositor tem cinco dias para apresentar recursos.
Wadagni foi apontado como vencedor há alguns dias, após o resultado oficial da eleição. Analistas viam uma vitória expressiva apoiada por Talon, que encerra dez anos no poder. Talon enfrentou críticas por supostas restrições à oposição durante o período pré-eleitoral.
No cenário regional, Wadagni terá de enfrentar uma insurgência crescente no norte do país. No ano passado, um grupo de militares tentou um golpe para derrubar Talon, o que aumenta a tensão de segurança interna. A oposição denunciou mudanças legais que teriam reduzido o espaço político.
Contexto político e desdobramentos
Renaud Agbodjo, líder do Democratas, principal partido de oposição, não pôde concorrer por não conseguir aprovar na Câmara sob nova lei imposta antes da eleição. A Justiça aguarda a apresentação de eventuais recursos do oposicionismo antes da divulgação final dos resultados.
A confirmação judicial encerra o ciclo de apuração, mantendo Wadagni no caminho para a Presidência, com a transmissão de poderes prevista conforme o calendário eleitoral. A avaliação de analistas permanece centrada na gestão de Wadagni e nos impactos sobre a ordem pública e econômica.
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