- Trump anunciou cessar-fogo de dez dias no Líbano entre Israel e o Hezbollah, aliado do Irã, a partir das 17h do leste dos EUA (18h em Brasília).
- O acordo foi divulgado por Trump após conversas com o presidente libanês, Joseph Aoun, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e remete a reunião em Washington na terça-feira, 14.
- O presidente americano disse que intermediaram as negociações e que convidará Aoun e Netanyahu para um encontro na Casa Branca.
- O cessar-fogo acontece em meio a uma trégua entre EUA e Irã que resultou no bloqueio do Estreito de Ormuz, com o Irã alegando desrespeito à trégua por ataques de Israel ao Líbano.
- O bloqueio de Ormuz, anunciado por Washington, entrou em vigor na segunda-feira, 13, após negociações com o Irã no Paquistão sem acordo; o acordo entre EUA e Irã não incluía o Líbano.
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de dez dias no Líbano, entre Israel e o grupo Hezbollah. A medida foi apresentada nesta quinta-feira (16) e envolve a suspensão de hostilidades. O acordo foi mediado por Washington.
Trump afirmou, em post na Truth Social, ter conversado com o presidente libanês, Joseph Aoun, e com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo ele, os dois líderes aceitaram iniciar o cessar-fogo às 17h (18h em Brasília).
O anúncio remete a uma reunião em Washington na terça-feira (14), na qual os EUA teriam intermediado discussões entre os dois países. O objetivo é buscar paz entre Israel e o Hezbollah, aliado do Irã.
Israel tem enfrentado o Hezbollah no Líbano desde o início de março, após ataques do grupo ao território israelense. A trégua surge em meio a negociações regionais envolvendo EUA, Israel e Irã.
Contexto regional
Na semana passada, EUA e Irã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas, mas o Irã acusou violações e voltou a bloquear o Estreito de Ormuz. Washington e Teerã divergem sobre a abrangência do cessar-fogo, que não incluía o Líbano, segundo autoridades norte-americanas.
Diante das negociações, Trump disse que poderá convidar Netanyahu e Aoun para um encontro na Casa Branca, a fim de consolidar o acordo. A decisão aponta para uma tentativa de estabilizar a região sem ampliar o conflito.
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