- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que pode viajar a Islamabad, no Paquistão, se for assinado um acordo com o Irã para encerrar a guerra.
- Trump, em tom otimista, afirmou que pode estender o cessar-fogo de duas semanas entre EUA e Irã, que vence na próxima semana.
- O Paquistão intensifica a diplomacia para mediar o conflito, com o chefe do exército em Teerã e o primeiro-ministro Shehbaz Sharif no Catar buscando nova rodada de negociações.
- As tratativas em Islamabad na semana passada terminaram sem acordo, e o principal entrave continua sendo o programa nuclear do Irã.
- As negociações buscam um caminho para uma retirada permanente de sanções ao Irã e limites ao seu programa nuclear, com as partes estudando como avançar.
Donald Trump afirmou nesta quinta-feira, 16, que pode viajar a Islamabad, no Paquistão, caso seja firmado um acordo entre EUA e Irã para encerrar a guerra. A declaração foi feita a repórteres no gramado da Casa Branca, a caminho de uma viagem aos estados de Nevada e Arizona. O tom do presidente foi otimista em relação a Teerã.
Ele mencionou a possibilidade de estender o cessar-fogo de duas semanas entre os EUA e o Irã, que expira na próxima semana, mas disse que talvez não seja necessário. Também afirmou, sem apresentar provas, que o Irã concordou em entregar urânio enriquecido envolvido em ataques anteriores entre EUA e Israel.
Trump reiterou a pressão por um acordo que limite o programa nuclear iraniano, com a expectativa de avanços que qualificariam uma retirada das sanções. O objetivo é alcançar compromissos que satisfaciam Washington e reduzam a tensão regional.
Paquistão intensifica diplomacia para mediar guerra entre EUA e Irã
O Paquistão intensifica seus esforços diplomáticos para mediar a disputa entre EUA e Irã. O envolvimento envolve autoridades paquistanesas em Teerã e no Catar, buscando uma nova rodada de negociações após o fracasso da última rodada em Islamabad.
Fontes próximas às negociações indicam que há apoio paquistanês para retomar as negociações, com o foco em caminhos para o desfecho do conflito. Persistem entraves significativos, sobretudo em relação ao programa nuclear do Irã.
O Irã busca garantias quanto à retirada de sanções e a limitações ao enriquecimento de urânio, enquanto Washington aponta para o desmantelamento de aspectos do programa. A próxima etapa depende de alinhamento entre as partes e das propostas apresentadas pelos mediadores.
As partes tentam superar divergências sobre instalações nucleares iranianas e eventuais remoções que seriam aceitas pelas autoridades americanas. A tendência é de que novas negociações ocorram caso haja sinalização de avanço concreto.
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