- Os bancos centrais podem ter de rever a posição de cortar juros por efeitos da guerra entre EUA e Irã, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
- O Brasil esteve à frente das discussões sobre uma resposta temporária à guerra nas reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.
- Durigan destacou que é importante tratar também de assuntos estruturais em agendas globais, mencionando sinalizações sobre o TFFF (Fundo Florestas Tropicais para Sempre) de Espanha, China e outros países.
- Em relação à Venezuela, o ministro disse que é essencial retomar as negociações entre FMI e Banco Mundial e que há grande expectativa de retorno ao desenvolvimento do país, com assento em Bretton Woods, CAF e BID.
- A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, anunciou que as negociações com a Venezuela estão ocorrendo sob a administração de Delcy Rodríguez, após terem sido suspensas desde março de 2019.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que bancos centrais ao redor do mundo podem ter de revisar a estratégia de cortar juros por causa dos efeitos da tensão entre EUA e Irã. A declaração ocorreu durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.
Durigan destacou que o Brasil teve participação na discussão sobre respostas temporárias e focadas na guerra, ressaltando a posição do país frente a cenários globais. O ministro também comentou sobre temas estruturais que aparecem na agenda mundial.
Entre os pontos citados, o ministro mencionou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e sinalizações de adesão de Espanha, China e outros países. A ideia é ampliar o apoio a políticas de preservação e desenvolvimento sustentável.
Venezuela
Durigan reforçou a importância da retomada das negociações entre o FMI e o Banco Mundial com a Venezuela, com expectativa elevada para avanços. A ideia é que o país tenha assento novamente no FMI e possa tratar com instituições como CAF e BID.
A diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, informou que o órgão negocia com o governo interino venezuelano de Delcy Rodríguez. A Venezuela manteve vínculo com o FMI desde 1946, mas as conversas ficaram suspensas desde 2019.
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