- Um cessar-fogo de dez dias, mediado pelos Estados Unidos, permanece em vigor entre Israel e o Hezbollah, gerando uma calmaria frágil no Líbano e levando milhares de famílias deslocadas a iniciar o retorno.
- O tráfego rumo ao sul ficou congestionado até a ponte Qasmiyeh, sobre o rio Litani, com uma faixa reaberta após um ataque aéreo israelense no dia anterior.
- O conflito já deslocou mais de um milhão de pessoas; autoridades alertam que o retorno imediato não é recomendado, mesmo com o acordo em vigor.
- Em Jibsheet, moradores voltam a ruas e prédios parcialmente destruídos, com cenas de escombros e estruturas severamente danificadas.
- No bairro de Haret Hreik, em Beirute, moradores e apoiadores do Hezbollah exibem símbolos e expressam fidelidade, em meio a relatos de ataques israelenses repetidos na região.
Beirute segue mais calma nesta sexta-feira, com um cessar-fogo de 10 dias apoiado pelos Estados Unidos entre Israel e Hezbollah ganhando adesão, segundo a agência AP. Milhares de famílias deslocadas começaram a retornar, ainda que pairassem incertezas e relatos de destruição.
Até a manhã, o trânsito na ruta sul para o桥 Qasmiyeh sobre o rio Litani acumulava quilômetros. Um único trecho reaberto passava por reparos urgentes após um ataque aéreo israelense no dia anterior, dificultando a passagem de veículos.
O conflito entre Israel e Hezbollah deslocou mais de um milhão de pessoas desde o início da crise. Autoridades libanesas alertaram que o retorno imediato não era aconselhável, porém muitos seguiram para o sul assim que o cessar-fogo foi anunciado.
Retorno sob risco e danos
Em vilarejos do sul, como Jibsheet, as ruas e prédios exibiam crateras, blocos de apartamentos esfacelados e estruturas retorcidas. Moradores relatam ruas danificadas e infraestrutura comprometida.
Zainab Fahas, 23 anos, descreveu sensação de liberdade ao retornar, embora apontasse a devastação generalizada, com praças, casas e comércio destruídos. A cidade aparece com cenários de reconstrução ainda incerta.
Ali Wahdan, 27, medicado em crutches, caminhava entre os escombros do posto de atendimento de emergências, ferido durante o primeiro estágio da guerra. Ele questiona a efetividade de uma paz duradoura.
Beirut e o apoio ao Hezbollah
No Haret Hreik, sul de Beirute, prédios estão reduzidos a escombros após semanas de ataques intensos. Um morador, Ahmad Lahham, ergue a bandeira amarela do Hezbollah sobre o monte de entulho onde morava, que também hospedava uma unidade financeira ligada ao grupo.
Lahham afirmou apoio aos combatentes, elogiou a atuação do Irã nas negociações com os EUA e criticou as conversações diretas com Israel, chamando líderes locais de ridículos. Ele atribui o acordo à pressão iraniana.
Um funcionário local de Haret Hreik informou que a vizinhança foi alvo de dezenas de ataques ao longo de seis semanas. Ele ressaltou que a remoção de escombros segue, com equipamentos especiais necessários para estruturas muito danificadas.
A região permaneceu com tráfego intenso, enquanto moradores retomavam a checagem de residências e simpatizantes do Hezbollah circulavam em veículos e scooters, exibindo a bandeira do grupo.
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