- Corte Internacional de Justiça (CIJ) celebra oitava década desde a criação, com 193 estados membros da Organização das Nações Unidas dependendo de sua jurisdição para respostas a disputas entre países.
- A corte, criada após a Segunda Guerra Mundial, conta com quinze juízes e pode emitir pareceres consultivos a pedido de órgãos da ONU, além de julgar casos entre Estados.
- A edição de 80º aniversário contou com a presença de autoridades, incluindo o rei Willem-Alexander, em Haia, Países Baixos.
- A CIJ está analisando acusações de genocídio contra o Myanmar pela situação Rohingya e contra Israel por ações militares na Faixa de Gaza, ambos negando as acusações.
- Disputas com data anterior à existência da CIJ incluem o litígio entre Guiana e Venezuela sobre a fronteira Essequibo, que persiste há muito tempo.
O Tribunal Internacional de Justiça (ICJ) celebra oito décadas desde sua criação, sendo o marco de referência do direito internacional. A cerimônia ocorre em meio a tensões que afetam o funcionamento do arcabouço jurídico global, com o tribunal mantendo seu papel de interpretar e aplicar o direito internacional.
O ICJ foi estabelecido após a Segunda Guerra Mundial para dirimir disputas entre Nações. A corte funciona com 15 juízes que proferem pareceres e decisões, a pedido de estados ou de órgãos da ONU. Todos os 193 membros da ONU são parte do processo, embora nem todos reconheçam automaticamente a jurisdição.
A presença de autoridades e a memória da fundação marcam a data. O julgamento inaugural ocorreu em 1946, com 51 países presentes. Na sexta-feira, o príncipe herdeiro Willem-Alexander participou da celebração, destacando a continuidade do compromisso internacional.
A corte analisa casos relevantes, como alegações de genocídio contra Myanmar pela perseguição aos rohingyas, bem como ações militares de Israel em Gaza. Ambos os países negam as acusações e apresentam defesas legais. O tribunal também avalia outros litígios em curso.
Mudanças de tema ocorrem com questões históricas em aberto. Entre elas, destaca-se a disputa fronteiriça entre Guiana e Venezuela pelo território de Essequibo, um caso que tramita no ICJ desde 1899, demonstrando a longevidade de alguns litígios.
O presidente atual do tribunal destacou que o trabalho do ICJ consiste em aplicar o direito internacional com rigor e boa-fé, respondendo aos desafios do sistema jurídico global. A 80ª celebração reforça a função consultiva de órgãos da ONU ao buscar pareceres judiciais.
A cerimônia contou com a presença de autoridades, juristas e familiares de antigos membros. O evento ressaltou a importância da jurisprudência internacional para a ordem global, ainda diante de pressões políticas que influenciam o cenário jurídico.
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