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Corte Internacional comemora 80 anos enquanto o direito global enfrenta pressão

Corte Internacional de Justiça (CIJ) comemora oitenta anos, enquanto seu papel é testado por acusações de genocídio e disputas entre países

Judges walk to their seats before reading the advisory opinion of the International Court of Justice on what Israel must do to ensure humanitarian aid reaches Palestinians in Gaza and the occupied West Bank, in The Hague, Netherlands, Wednesday, Oct. 22, 2025. (AP Photo/Peter Dejong, file)
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  • Corte Internacional de Justiça (CIJ) celebra oitava década desde a criação, com 193 estados membros da Organização das Nações Unidas dependendo de sua jurisdição para respostas a disputas entre países.
  • A corte, criada após a Segunda Guerra Mundial, conta com quinze juízes e pode emitir pareceres consultivos a pedido de órgãos da ONU, além de julgar casos entre Estados.
  • A edição de 80º aniversário contou com a presença de autoridades, incluindo o rei Willem-Alexander, em Haia, Países Baixos.
  • A CIJ está analisando acusações de genocídio contra o Myanmar pela situação Rohingya e contra Israel por ações militares na Faixa de Gaza, ambos negando as acusações.
  • Disputas com data anterior à existência da CIJ incluem o litígio entre Guiana e Venezuela sobre a fronteira Essequibo, que persiste há muito tempo.

O Tribunal Internacional de Justiça (ICJ) celebra oito décadas desde sua criação, sendo o marco de referência do direito internacional. A cerimônia ocorre em meio a tensões que afetam o funcionamento do arcabouço jurídico global, com o tribunal mantendo seu papel de interpretar e aplicar o direito internacional.

O ICJ foi estabelecido após a Segunda Guerra Mundial para dirimir disputas entre Nações. A corte funciona com 15 juízes que proferem pareceres e decisões, a pedido de estados ou de órgãos da ONU. Todos os 193 membros da ONU são parte do processo, embora nem todos reconheçam automaticamente a jurisdição.

A presença de autoridades e a memória da fundação marcam a data. O julgamento inaugural ocorreu em 1946, com 51 países presentes. Na sexta-feira, o príncipe herdeiro Willem-Alexander participou da celebração, destacando a continuidade do compromisso internacional.

A corte analisa casos relevantes, como alegações de genocídio contra Myanmar pela perseguição aos rohingyas, bem como ações militares de Israel em Gaza. Ambos os países negam as acusações e apresentam defesas legais. O tribunal também avalia outros litígios em curso.

Mudanças de tema ocorrem com questões históricas em aberto. Entre elas, destaca-se a disputa fronteiriça entre Guiana e Venezuela pelo território de Essequibo, um caso que tramita no ICJ desde 1899, demonstrando a longevidade de alguns litígios.

O presidente atual do tribunal destacou que o trabalho do ICJ consiste em aplicar o direito internacional com rigor e boa-fé, respondendo aos desafios do sistema jurídico global. A 80ª celebração reforça a função consultiva de órgãos da ONU ao buscar pareceres judiciais.

A cerimônia contou com a presença de autoridades, juristas e familiares de antigos membros. O evento ressaltou a importância da jurisprudência internacional para a ordem global, ainda diante de pressões políticas que influenciam o cenário jurídico.

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